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Nova técnica reduz contaminação da carne

Uma técnica que remove os pêlos da pele do animal imediatamente após seu abate tem o potencial de reduzir a contaminação da carne, além de ser melhor para o meio ambiente do que os métodos convencionais e trazer benefícios à indústria de couros.

Os animais vão para o abate com uma série de microrganismos na pele, muitos deles patogênicos aos seres humanos, como a E.coli O157:H7, Salmonella e Listeria monocytogenes. Há mais de 10 anos, o pesquisador do Agricultural Research Service do Departamento de Agricultura dos EUA (ARS/USDA), juntamente com membros da indústria, desenvolveram um método que remove os pêlos das carcaças dos animais, antes que sua pele seja retirada, reduzindo desta forma, significamente a contaminação da carne.

Apesar deste método ter sido descoberto há uma década, somente recentemente ele pôde ser projetado com sucesso. Uma das razões disso é o alto custo, associado ao tratamento que deve ser feito aos dejetos. Porém, recentemente o ARS Eastern Regional Research Center, na Pennsylnania, desenvolveu uma técnica que permite a reciclagem do material sulfídico, recuperando o pêlo removido e reduzindo desta forma, o impacto do processo no meio ambiente.

O ARS trabalhou junto ao Future Beef Operations a fim de começar esta técnica nas companhias processadoras, e desenvolver a patente do método. O sistema começa com a pulverização de uma solução de sulfeto de sódio sobre a pele do animal. Esta substância química quebra as ligações protéicas existentes nas fibras dos pêlos, fazendo com que estes sejam removidos. Um agente que neutraliza o sulfeto é então aplicado a fim de completar o processo.

Fonte: AgWeb (por Darcy Maulsby), adaptado por Equipe BeefPoint

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