A cena é comum em fazendas brasileiras: o bezerro é separado da vaca de forma abrupta, passa dias berrando, perde peso e fica mais suscetível a doenças. Tudo isso parece “normal”, mas carrega um custo invisível que impacta diretamente o bolso do produtor.
O trauma da desmama de um dia pode significar uma semana de prejuízo. Estudos mostram que o bezerro pode perder entre 10 e 20 kg na primeira semana após a separação. Além disso, a queda de imunidade aumenta a necessidade de medicamentos e o risco de morte. O sofrimento é visível no curral, mas o rombo aparece no caixa.
Agora, imagine isso em números: uma perda de até 20 kg, considerando R$ 12 por quilo, significa em torno de R$ 240 de prejuízo por bezerro. E o problema não para por aí. O tempo extra para recuperar peso, somado aos gastos com saúde, amplia ainda mais o custo oculto.
Enquanto no Brasil a desmama costuma ser vista como o fim da cria, nos Estados Unidos ela é tratada como o início estratégico da fase de engorda. Lá, o processo é planejado para durar 45 dias, com foco em reduzir estresse e preparar o bezerro para o futuro.
O método mais comum é o fenceline, no qual vaca e bezerro permanecem próximos, separados apenas por uma cerca, o que reduz drasticamente o estresse. Antes da separação definitiva, os animais já são treinados a se alimentar no cocho com ração e feno, aprendendo a lidar com a nova rotina. Além disso, passam pelo pré-condicionamento VAC-45, que inclui vacinas, manejo nutricional e cuidados de saúde que blindam o animal para a próxima fase.
Em vez de perder peso e produtividade, o bezerro norte-americano chega ao mercado mais preparado, mais saudável e com maior potencial de valorização. Os 45 dias “investidos” nesse processo podem significar até um ano inteiro de maior rentabilidade.
Embora a maioria das fazendas ainda adote a desmama abrupta, algumas propriedades brasileiras já vêm implementando a desmama gradual e a pré-adaptação, com resultados expressivos. Isso mostra que não se trata de uma exclusividade dos Estados Unidos, mas sim de uma estratégia que pode ser adaptada à realidade local.
O desafio está menos no trabalho e mais no planejamento. Um piquete bem organizado e um calendário definido já resolvem grande parte da questão. E, diferentemente da visão de “custo”, trata-se de investimento: cada quilo preservado representa lucro direto.
Enquanto o Brasil encara a desmama como um encerramento, os EUA a tratam como o ponto de partida para garantir produtividade. A diferença de mentalidade explica em parte por que eles conseguem transformar esse processo em vantagem competitiva.
A pergunta é: como você enxerga a desmama hoje na sua fazenda — como um fim inevitável ou como o começo de um ciclo de lucro?
É uma coisa ouvir falar sobre desmama gradual, pré-condicionamento e manejo de 45 dias. Outra, bem diferente, é ver como isso funciona dentro de fazendas que já aplicam o modelo com sucesso.
Nossa viagem técnica para Nebraska e Kansas abre essa oportunidade: acompanhar de perto como os produtores organizam piquetes, treinam bezerros no cocho e executam o protocolo VAC-45.
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Será um prazer ter você com a gente nessa nova edição da #ViagemBeef 🐂
Abraços, Equipe BeefPoint