
Foto: Senar-RS/Divulgação
Uma parceria entre o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e o Hospital Israelita Albert Einstein permitirá que moradores de áreas rurais do País tenham acesso à saúde especializada. A iniciativa tem como objetivo desenvolver e implementar soluções inovadoras de atendimento médico, com foco na telemedicina e na qualificação dos serviços já existentes.
O Rio Grande do Sul foi definido como Estado piloto do projeto, etapa considerada estratégica para validar o modelo antes de sua ampliação para outras regiões do Brasil. As primeiras ações estão programadas para ocorrer em Santa Cruz do Sul, no Vale do Rio Pardo. A expectativa é beneficiar cerca de 1,5 mil produtores rurais gaúchos e seus familiares.
A parceria integra o Programa Saúde no Campo, coordenado pelo Senar, que oferece orientações e serviços gratuitos a pessoas residentes em áreas rurais. Com o apoio técnico do Hospital Albert Einstein, referência nacional e internacional em saúde, o programa passa a incorporar tecnologias e protocolos voltados à ampliação do acesso e à melhoria da qualidade do atendimento no campo.
Entre os serviços previstos, estão consultas por telemedicina nas áreas de clínica médica, pediatria e psicologia. A atenção à saúde mental ganha destaque, especialmente diante dos impactos emocionais ainda vividos por comunidades rurais afetadas pelas enchentes registradas no Estado em 2024.
Além dos atendimentos diretos à população, a cooperação prevê a capacitação remota das equipes de campo do Senar-RS, com suporte clínico, orientações preventivas e acompanhamento contínuo dos casos atendidos. Também está prevista a implantação de uma plataforma digital integrada, para possibilitar o registro padronizado de informações, o monitoramento dos pacientes e a análise do perfil de saúde da população rural.
Segundo o superintendente do Senar-RS, Eduardo Condorelli, a escolha do Rio Grande do Sul como projeto piloto fortalece as ações do Programa Saúde no Campo e amplia o alcance das políticas públicas de saúde.
Fonte: Estadão.