

Depois de participar da maior feira de alimentos e bebidas do mundo, a Gulfood, realizada em Dubai, o presidente da Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne), Roberto Perosa, contou a CNN que vai participar da missão presidencial que visitará a Índia e a Coréia do Sul a partir do dia 17 deste mês. O país asiático tem 52 milhões de habitantes e pode se tornar um dos novos destinos para a carne brasileira.
Perosa acredita em um avanço nas negociações durante a visita. “Nós exportamos para mais de 177 países. Então, quase todos os países do mundo consomem a carne bovina brasileira”, diz o presidente da Abiec.
Outro anúncio bastante aguardado pelo setor de carne bovina é a abertura definitiva do Japão. Uma missão japonesa, com autoridades sanitárias, vem ao Brasil em março para habilitar plantas frigoríficas. “É claro que no momento de cautela, devido à salvaguarda chinesa, mas nós temos uma boa expectativa para o ano de 2026. Mas temos uma grande expectativa de avanço nas negociações para a abertura do mercado da Coreia do Sul, a implantação definitiva do Acordo Mercosul-UE e também o abastecimento do mercado americano. Então, temos boas notícias”.
A Apex (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), a ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal) e a Abiec esperam negócios acima de R$ 1,4 bilhão com a venda de carnes ao exterior em 2026. A estimativa foi anunciada durante a feira em Dubai, que serviu de termômetro para a atual demanda mundial.
“Há um déficit de produção de carne bovina no mundo. Os Estados Unidos tem a menor produção dos últimos 70 anos. E onde se pode produzir essa carne bovina com sustentabilidade? Com saudabilidade? É no Brasil! A procura que houve na última feira em que nós participamos, em Dubai, é reflexo disso. Da escassez de produção global, da possibilidade do Brasil suprir essa escassez global com a produção nacional”, diz Roberto Pedrosa.
Em março o Brazilian Beef, que promove a carne bovina brasileira no exterior, desembarca nos Estados Unidos.O país é segundo maior cliente do Brasil, comprou 271 mil toneladas mesmo com o tarifaço. A estimativa para 2026 e vender mais de 400 mil toneladas.
Fonte: CNN Brasil.