

Depois de reportar, nesta semana, um lucro de US$ 2,02 bilhões referente ao ano de 2025 e pagamentos de dividendos, a JBS NV alcançou a máxima histórica no pregão da bolsa de Nova York (Nyse). Nesta sexta-feira, as ações da companhia fecharam em US$ 17,03, com alta de 2,37% na variação diária.
Até o momento, o maior valor de fechamento havia ocorrido em fevereiro, quando os papéis da empresa alcançaram US$ 16,89 por ação na Nyse.
A gigante de carnes enfrenta margens apertadas na operação de bovinos nos Estados Unidos e ainda assim, no acumulado do ano passado, viu o lucro líquido avançar 15% comparado a 2024.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado alcançou US$ 6,831 bilhões em 2025, queda de 5% em relação a 2024. Já a receita aumentou 12%, para US$ 86,184 bilhões.
Neste cenário, o Conselho de Administração da JBS aprovou, em reunião realizada na quarta-feira (25/03), o pagamento de dividendos no montante de US$ 1 por ação, previsto para 17 de junho de 2026. As notícias animaram os investidores, desencadeando um forte movimento positivo na bolsa.
Renata Cabral, analista do Citi, destacou em relatório que a JBS apresenta resiliência nos lucros, “melhorando a comparabilidade em relação à Tyson”, uma de suas maiores concorrentes no setor.
O banco reiterou sua classificação de “compra” para as ações da JBS e, segundo Cabral, a empresa é a principal escolha do Citi no setor de proteínas.
Fonte: Globo Rural.