
O Equador tornou-se recentemente o nono país a assinar um acordo de comércio recíproco com os Estados Unidos. Embora ainda leve algum tempo para ser implementado, quando entrar em vigor, o acordo deve ampliar significativamente as oportunidades para a carne bovina dos EUA no país, segundo Erin Borror, vice-presidente de Análise Econômica da U.S. Meat Export Federation (USMEF).
A tarifa de 20% sobre a carne bovina será gradualmente eliminada ao longo do tempo.
“O imposto sobre a carne bovina é basicamente de 20%, e será reduzido a zero ao longo de três anos com o acordo”, explica Borror.
Outro ponto importante é que o acordo reconhece todas as unidades inspecionadas pelo Food Safety and Inspection Service (FSIS) do USDA como aptas a exportar para o Equador, eliminando a necessidade de aprovações individuais por planta.
Segundo Borror, esse reconhecimento é uma das maiores conquistas desses acordos comerciais.
“Eles passarão a reconhecer todas as plantas inspecionadas pelo FSIS como elegíveis para exportação, em vez de exigir questionários complexos, auditorias individuais por planta e manutenção de listas, que se tornaram difíceis de gerenciar”, afirma.
Borror projeta que o crescimento das exportações de carne bovina para o Equador pode seguir um caminho semelhante ao observado na Guatemala após a implementação do Acordo de Livre Comércio da América Central.
“Ambos os países têm uma população próxima de 18 milhões de pessoas”, diz. “O PIB per capita gira em torno de US$ 7.000, ou seja, muito semelhante. Se olharmos para a Guatemala, as exportações de carne bovina dos EUA cresceram de US$ 3 milhões em 2006 para US$ 105 milhões em 2025.”
Em 2025, os Estados Unidos exportaram apenas cerca de US$ 3 milhões em carne bovina para o Equador, o que, segundo a USMEF, demonstra o grande potencial de crescimento desse mercado.
Fonte: Drovers, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.