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Preço do boi gordo encerra março em alta na maior parte do Brasil

A semana mais curta, devido ao feriadão de Páscoa, reduziu a janela de compra dos frigoríficos e estimulou pagamentos maiores pelos animais. Com isso, nesta terça-feira (31/3), das 33 regiões pecuárias monitoradas pela Scot Consultoria, 22 tiveram altas no preço do boi gordo na comparação diária, enquanto 11 não registaram alterações.

Nas praças de Araçatuba (SP) e Barretos (SP), referências para o mercado, o preço do boi gordo seguiu em R$ 355 a arroba para o pagamento a prazo. Já as cotações do “boi China” e da novilha subiram R$ 3 por arroba, para R$ 360 e R$ 340, respectivamente. O preço da vaca não teve alteração.

O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) destaca que as cotações pecuárias em março refletiram o balanço equilibrado entre oferta e demanda, com impacto nas escalas de abate, que ficaram mais reduzidas nas últimas semanas. Nesta terça-feira, o indicador Cepea/Esalq para o boi gordo (baseado no Estado de São Paulo) registrou o preço de R$ 356 a arroba, uma alta acumulada de 0,81% durante o mês de março.

Dados do Cepea mostram que, ao longo dos últimos anos, o primeiro trimestre de 2026 registra o menor nível médio de escala desde 2022, refletindo nas cotações elevadas do boi gordo nesse período. A média da escala de abates entre janeiro e março ficou em sete dias, com máxima em dez e mínima em cinco dias. No caso do preço do boi gordo, para o primeiro trimestre do ano, as cotações em termos reais (valores deflacionados pelo IGP-DI) ficaram próximas do recorde de 2021.

A consultoria Agrifatto destaca que, mesmo com clima favorável, o consumo de carne bovina seguiu fraco no fim de semana, prolongando a apatia já observada ao longo da semana anterior, com baixa demanda no varejo e reposições praticamente inexistentes no atacado.

O mercado deve continuar lento até esta quarta-feira (1/4), refletindo renda apertada, apesar da expectativa de leve reação a partir de quinta-feira (2/4) com a proximidade da Páscoa. Ainda assim, segundo a Agrifatto, uma recuperação mais consistente tende a ficar para a próxima semana, com a entrada de salários e benefícios.

Fonte: Globo Rural.

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