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7 de abril de 2026

Nota de pesar: morre Luciano Borges Ribeiro, um dos grandes nomes do Nelore no Brasil

Foto: Rancho da Matinha/divulgação

A pecuária brasileira perdeu nesta segunda-feira (6) um de seus grandes nomes. Faleceu Luciano Borges Ribeiro, referência na criação de Nelore e um dos protagonistas da transformação da pecuária de corte no Brasil.

Mais do que um criador, Luciano foi um construtor de ideias. À frente do Rancho da Matinha, em Uberaba (MG), consolidou um trabalho que se tornou referência nacional ao unir genética, gestão e visão de longo prazo. Sua atuação foi decisiva para difundir conceitos que hoje são fundamentais para a atividade, como eficiência alimentar, seleção orientada a resultados e foco no desempenho produtivo.

De origem simples e com uma trajetória construída ao longo de décadas, Luciano representava uma geração que não apenas acompanhou, mas ajudou a moldar a evolução da pecuária brasileira. Ele viveu as transformações do setor desde os anos 1970 e soube interpretar, com clareza e coragem, o caminho que a atividade deveria seguir: mais eficiência, mais técnica e mais competitividade.

Foi pioneiro ao introduzir, ainda nos anos 1980, a combinação de genética superior com sistemas de pastejo mais eficientes, além de participar ativamente de programas de melhoramento genético que fortaleceram a base técnica da pecuária nacional. Seu trabalho também foi marcado pela busca constante por inovação, incluindo a adoção de tecnologias como a ultrassonografia de carcaça e avaliações de eficiência alimentar — temas que se tornaram centrais na produção moderna.

Luciano defendia com convicção que a genética era o insumo de melhor custo-benefício da pecuária e que produzir mais com menos era o caminho para a sustentabilidade do setor. Sua visão prática, aliada a uma mentalidade analítica, ajudou a aproximar a pecuária brasileira de padrões internacionais de eficiência e qualidade.

Mas talvez seu maior legado esteja na forma de pensar. Luciano enxergava a fazenda como uma indústria e o pecuarista como gestor — uma visão que hoje orienta as propriedades mais eficientes do país. Sua contribuição não se limitou aos resultados de sua própria fazenda, mas se estendeu a toda uma geração de produtores que passaram a produzir melhor, com mais consciência econômica e técnica.

Sua partida deixa uma lacuna importante, mas também um legado sólido, que seguirá influenciando a pecuária brasileira por muitos anos.

Neste momento de tristeza, expressamos nossa solidariedade aos familiares, amigos e a todos que tiveram a oportunidade de aprender com seu trabalho, sua visão e sua dedicação ao campo.

Luciano Borges Ribeiro deixa a vida, mas permanece como parte da história da pecuária brasileira.

Fonte: Canal Rural.

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