
Ao final do primeiro trimestre, em 2026 o USMCA (Acordo Estados Unidos–México–Canadá) – bloco no qual os Estados Unidos têm peso predominante e há participações menores de Canadá e México – é responsável por pouco mais de um terço das divisas que ingressaram no país com o total das exportações de carnes do Uruguai.
Concretamente, o USMCA responde por 36% das receitas, com US$ 292,9 milhões, apresentando um leve ajuste em relação ao que havia investido no mesmo período de 2025, com uma queda de 1,4%.
Dentro desse bloco que lidera entre os mercados, os Estados Unidos investiram em carnes uruguaias US$ 265 milhões, enquanto o restante se divide em valores quase iguais entre México e Canadá.
Na segunda posição do pódio aparece quem liderou durante muitos dos últimos anos, a China, com 28% de participação ao aportar US$ 230,9 milhões, e nesse caso houve um aumento de 9% no valor investido na comparação anual.
Em terceiro lugar está outro bloco, a União Europeia (UE), com 17% de participação no montante global, totalizando US$ 141,4 milhões e um aumento de 11,2% em comparação com o acumulado até este ponto de 2025.
Outros dois destinos a destacar, que completam o top cinco, são Israel (5% do valor total, US$ 42,1 milhões e crescimento de 5,6%) e o bloco Mercosul (3%, US$ 26,4 milhões e alta de 1,4%).
O ano de 2025 terminou com a entrada recorde de US$ 3,25 bilhões em exportações de carnes (sendo US$ 2,711 bilhões referentes à carne bovina), com um aumento de 26% em relação a 2024; foram embarcadas 693.528 toneladas (peso de embarque), com queda anual de 0,6%; e o valor médio ficou em US$ 4.686 por tonelada, com uma melhora de 25,1% em comparação com 2024, com a seguinte participação dos três principais mercados (segundo o valor): USMCA 33%, China 29% e UE 21%.
Considerando apenas a carne bovina (responsável por 84% da receita total), segundo o volume (peso de carcaça), o Uruguai exportou, no acumulado de 2026, 125.041 toneladas, com queda de 9,7%, informou o INAC, com o seguinte detalhamento dos principais destinos:
Mantendo o foco na carne bovina, principal subcategoria com ampla diferença, no acumulado deste ano o Uruguai exportou 125.041 toneladas em peso de carcaça, gerando US$ 688,4 milhões, com um valor médio de US$ 5.506 por tonelada (uma melhora de 16,9% nesse preço em relação a 2025).
Considerando o total de divisas geradas, até o momento em 2026, 83,6% correspondem às vendas de carne bovina, seguidas por miúdos com 5,2%; subprodutos primários para uso industrial com 3,4%; subprodutos residuais comestíveis com 2,8%; carne ovina com 2,3%; subprodutos industrializados com 1,1%; e carne equina com 0,9%.
Considerando todas as carnes, no período de janeiro a março de 2026 o Uruguai exportou 164.215 toneladas (peso de embarque), gerando US$ 823,2 milhões, com um valor médio de US$ 5.013 por tonelada: o volume caiu 9%, a receita aumentou 4,6% e o valor médio avançou 14,9%.
Fonte: El Observador, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.