
O mercado físico do boi gordo apresentou uma “acomodação de preços” em grande parte do país nesta quarta-feira (6/5), destaca a consultoria Safras & Mercado. Na grande maioria das praças, a estabilidade nas cotações dominou os negócios.
Das 33 regiões monitoradas pela Scot Consultoria, 25 não tiveram alterações no preço do boi gordo na comparação diária. Foram registradas quedas em Belo Horizonte, sul de Minas Gerais, Cuiabá, norte de Mato Grosso, noroeste do Paraná e Rio de Janeiro. Apenas em Pelotas (RS) e no oeste do Rio Grande do Sul houve altas nas cotações.
Nas praças de Araçatuba (SP) e Barretos (SP), referências para o mercado, o preço do boi gordo seguiu em R$ 355 a arroba para o pagamento a prazo. Houve queda de R$ 3 para o “boi China”, agora a R$ 360 a arroba. A cotação da vaca recuou R$ 2, para R$ 328 a arroba.
Segundo a Scot, nas praças paulistas, frigoríficos com escalas de abate mais alongadas reduziram a necessidade de compras imediatas e aumentaram a pressão sobre as cotações. Já as indústrias de menor porte encontraram menos resistência nas negociações.
“O Dia das Mães é historicamente um ponto de suporte relevante no que diz respeito ao consumo interno, o que justifica a maior estabilidade durante a semana, por mais que ocorram tentativas de compra em patamares mais baixos de preço em Estados como Goiás, Minas Gerais e São Paulo”, afirma Fernando Iglesias, analista da Safras & Mercado. O especialista lembra que, em Mato Grosso, houve encurtamento das escalas de abate, levando a indústria local a reajustar seus preços.
“O mercado permanece atento a progressão da cota chinesa, com perspectiva de esgotamento em meados de junho, gerando incerteza quanto ao perfil de exportação durante o terceiro trimestre”, completa Iglesias.
Fonte: Globo Rural.