O Índice de Preços dos Alimentos da Food and Agriculture Organization (FAO) registrou média de 130,7 pontos em abril de 2026, alta de 2,1 pontos (1,6%) em relação ao nível revisado de março. Este foi o terceiro aumento mensal consecutivo, embora em ritmo menor do que o observado no mês anterior.
Segundo a FAO, os aumentos nos índices de preços de óleos vegetais, carnes e cereais compensaram as quedas registradas nos preços do açúcar e dos produtos lácteos.
Na comparação com abril de 2025, o índice ficou 2,5 pontos (2%) acima do registrado há um ano. Apesar disso, permanece 29,6 pontos (18,4%) abaixo do pico histórico alcançado em março de 2022.
O Índice de Preços da Carne da FAO teve média de 129,4 pontos em abril, alta de 1,6 ponto (1,2%) em relação a março e 7,8 pontos (6,4%) acima do mesmo período do ano passado, atingindo um novo recorde histórico.
O aumento refletiu preços mais altos em todas as categorias de carne, com exceção da carne ovina, cujas cotações permaneceram praticamente estáveis.
Os preços da carne bovina subiram para um novo pico, sustentados pelo aumento das cotações de exportação no Brazil, em meio à oferta limitada de bovinos prontos para abate, reflexo do processo contínuo de reconstrução de rebanhos.
A FAO também destacou o fortalecimento da demanda internacional, especialmente da China, onde as cotas de importação dentro de um novo sistema de salvaguarda de três anos estão sendo rapidamente preenchidas.
Os preços da carne suína também avançaram, impulsionados pela valorização das cotações na European Union em meio ao aumento da demanda sazonal, embora parcialmente compensados por preços mais baixos no Brasil devido à ampla oferta.
As cotações da carne de frango aumentaram com o suporte das exportações brasileiras, já que o forte interesse de compra de diversos mercados africanos compensou as vendas mais fracas para o Oriente Médio, onde restrições logísticas e de transporte exigiram o redirecionamento de embarques pelo Mar Vermelho.
Já os preços da carne ovina permaneceram praticamente inalterados. Segundo a FAO, a alta das cotações na Australia, refletindo a oferta exportável restrita, foi compensada pela queda nos preços da Nova Zelândia devido à demanda mais fraca da China, principal destino das exportações neozelandesas.
Fonte: FAO, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.