Indicador do Boi DATAGRO – Boletim de 18-maio-2026
19 de maio de 2026

Preço do boi gordo começa a semana estável na maior parte do Brasil

A semana começou com poucos negócios no mercado pecuário, informa a Scot Consultoria. Boa parte dos compradores não abriu as ofertas, aguardando o desempenho do mercado atacadista no final de semana, e parte deles estava com escalas confortáveis e sem urgência, aguardando oportunidades.

Nesta segunda-feira (18/5), das 33 praças monitoradas pela Scot, 24 não tiveraram alterações nos preços do boi gordo na comparação diária. Outras nove regiões registraram quedas nas cotações.

Nas praças de Araçatuba (SP) e Barretos (SP), referências para o mercado, o preço do boi gordo seguiu em R$ 348 a arroba para o pagamento a prazo. As cotações do “boi China”, da vaca e da novilha também não tiveram mudanças.

Segundo a consultoria Safras & Mercado, em Estados como Goiás, Minas Gerais e São Paulo a pressão de queda é mais intensa em função da pior condição das pastagens. Já em Rondônia, o mercado ainda conta com maior firmeza, ainda com negócios acima da referência média, consequência da melhor situação dos pastos.

“O contexto geopolítico segue relevante, com progressão das cotas chinesas, mudanças regulatórias na União Europeia e com perspectiva de redução das tarifas de importação por parte dos Estados Unidos, compondo o pacote de notícias que podem impactar na formação dos preços durante o mês de maio”, destaca Fernando Iglesias, analista da Safras.

Atacado

Já o mercado atacadista se deparou com acomodação em seus preços ao longo da segunda-feira. A expectativa é de continuidade do movimento de queda no decorrer da segunda quinzena do mês, período pautado por menor apelo ao consumo, afirma a Safras.

“Além disso, a carne bovina se depara com menor competitividade na comparação com as proteínas concorrentes, em especial se comparado a carne de frango”, comenta Iglesias.

Na semana passada, segundo a Scot, apesar da expectativa de aumento dos pedidos de reposição por parte do varejo após o fim de semana do Dia das Mães, o volume foi insuficiente para aquecer o setor atacadista, que seguiu com movimentação moderada ao longo do período. Diante desse cenário, a cotação de todas as carcaças caiu.

Mercado externo

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) divulgados nesta segunda-feira mostra que as exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 913,250 milhões em maio até o momento (10 dias úteis), com média diária de US$ 91,325 milhões.

A quantidade total exportada pelo país chegou a 141,349 mil toneladas, com média diária de 14,135 mil toneladas. O volume atual é 36% superior à média diária de 10 mil toneladas registrada em maio do ano passado.

O destaque continua sendo o preço pago pela tonelada de carne bovina in natura. Por mais uma semana seguida, as cotações subiram, com a tonelada negociada a US$ 6.460,90, o que representa uma alta de 24,25% em relação a maio de 2025 e 3,52% acima da média de abril de 2026. Até esta semana, a média representa o terceiro melhor mês da história, ficando atrás apenas de junho e julho de 2022.

Fonte: Globo Rural.

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