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Boi gordo começa a semana com preços estáveis e poucos negócios

A semana começou com pouca movimentação no mercado pecuário, com os negociadores aguardando um melhor posicionamento para fechar negócios, segundo a Scot Consultoria. Dessa forma, as cotações não mudaram na maioria das regiões.

Nesta segunda-feira (25/5), das 33 praças monitoradas pela Scot, 30 não tiveram alterações no preço do boi gordo em comparação com a sexta-feira (22/5). Foram registradas quedas apenas no Triângulo Mineiro e no norte e sudoeste de Mato Grosso.

Em Araçatuba (SP) e Barretos (SP), praças de referência para o mercado, o preço do boi gordo seguiu em R$ 345 a arroba para o pagamento a prazo. As cotações do “boi China”, da vaca e da novilha também não tiveram alterações.

Na última semana, tanto as vendas de carne bovina no varejo quanto no atacado permaneceram em ritmo desacelerado, reflexo do menor poder aquisitivo dos consumidores com o avanço do mês, afirma a Scot. No entanto, o volume disponível na ponta distribuidora foi suficiente para suprir a demanda, mantendo o cenário equilibrado. Dessa forma, após quatro semanas consecutivas de queda, a cotação das carcaças casadas permaneceu estável.

Para os próximos dias, considerando a sazonalidade da última semana do mês, o escoamento ainda deve seguir em ritmo mais lento, comenta a Scot. A última semana do mês tende a ser pautada por uma reposição mais lenta entre atacado e varejo, algo compreensível em um período de demanda menos aquecida, afirma Fernando Iglesias, analista da consultoria Safras & Mercado.

“Por sua vez, a demanda relacionada à Copa do Mundo passa a ganhar relevância. O evento costuma gerar bom resultado nas vendas do varejo e motivar a firmeza dos preços pecuários durante o período”, destaca o especialista.

Exportações

No mercado externo, a preocupação tende a aumentar, com a proximidade do alerta de preenchimento de 80% da cota de carne brasileira para exportação ao mercado chinês com tarifa reduzida. “Quando isso ocorrer, os frigoríficos tendem a interromper momentaneamente a produção de carne destinada à China, o que pode mais uma vez produzir instabilidades no mercado”, afirma Iglesias.

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) divulgados nesta segunda-feira indicam que as exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 1,321 bilhão em maio até o momento (15 dias úteis), com média diária de US$ 88,072 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 203,480 mil toneladas, com média diária de 13,565 mil toneladas, volume 31% maior que o de maio do ano passado.

O preço médio da tonelada ficou em US$ 6.492,40, equivalente a R$ 32.267,43, valor 9% maior que a média em reais de maio do ano passado, informa o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Fonte: Globo Rural.

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