JBS/Tomazoni: Brasil tem tempo para evitar veto da UE e precisa de ação do governo com indústria
10 de junho de 2026
Mosca-varejeira do Novo Mundo chega aos EUA: o que isso significa para a pecuária de corte
10 de junho de 2026

Copa 2026: Mato Grosso acelera biossegurança para faturar com explosão na demanda de carne

A proximidade da Copa do Mundo de 2026 está redesenhando as estratégias do agronegócio em Mato Grosso. De acordo com levantamentos técnicos da Scanntech, o consumo de carnes deve saltar mais de 10% durante os jogos, criando uma janela de oportunidade bilionária para o estado que detém o maior rebanho bovino do Brasil .

No entanto, o desafio para os produtores mato-grossenses vai além do volume de produção. O mercado internacional, especialmente os Estados Unidos — que importaram 775 mil toneladas de proteína no primeiro trimestre de 2026 —, elevou o rigor sanitário a patamares sem precedentes, exigindo que cada lote seja 100% rastreável e livre de riscos biológicos.

Para consolidar a imagem de Mato Grosso como fornecedor global de elite, o controle sanitário assumiu o papel de protagonista na cadeia logística. Do frigorífico ao porto, a vigilância deve ser ininterrupta, pois, como alerta Vinicius Dias, CEO do Grupo Setta, uma única falha pode fechar mercados por anos e comprometer contratos estratégicos.

A “grande jogada” do agro brasileiro nesta Copa começa nos bastidores, com a implementação de protocolos auditáveis que garantem a transparência exigida por blocos econômicos europeus e americanos. O foco agora é mostrar ao mundo não apenas “quanto” se produz, mas “como” a carne é processada e transportada.

Tecnologia de ponta: o segredo da carne segura em MT

A automação surge como a resposta definitiva para a régua alta das exportações. Frigoríficos em polos como Sinop e Lucas do Rio Verde já começam a adotar soluções digitais que monitoram, em tempo real, a higienização de veículos e a circulação de pessoal, gerando dados auditáveis que servem como passaporte para o mercado externo.

Entre as inovações que surpreendem o setor está o TADD System, um equipamento patenteado que realiza a descontaminação de caminhões em apenas 48 minutos. A tecnologia utiliza ar aquecido em vez de agentes químicos, o que reduz o impacto ambiental e os custos operacionais, dois critérios de peso nas auditorias internacionais de 2026.

O uso dessa tecnologia de descontaminação térmica permite que a frota seja liberada com agilidade durante os picos de movimentação previstos para o período do torneio. Para o exportador de Mato Grosso, isso representa um ganho duplo: eficiência logística e segurança biológica absoluta, sem resíduos químicos no produto final.

Biossegurança como ativo de reputação nacional

Com o apetite dos importadores em alta — as compras dos EUA subiram 15% em relação ao ano passado —, a biossegurança deixou de ser uma barreira técnica para se tornar um diferencial competitivo. Mato Grosso, ao liderar a adoção de tecnologias sustentáveis e seguras, posiciona a proteína brasileira no topo da preferência global.

O sucesso nesta Copa de 2026 dependerá da capacidade do setor em manter o ritmo do consumo sem abrir mão da rigidez sanitária. Ao transformar dados brutos em transparência para o consumidor, o agro de Mato Grosso garante que a vitória brasileira aconteça muito antes do apito inicial nos estádios norte-americanos.

Fonte: Cenário MT.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *