

Principal produto exportado pelo Terminal de Contêineres de Paranaguá, o segmento de carnes e congelados alcançou 1,7 milhão de toneladas embarcadas no acumulado de 2026 até maio. O volume representa alta de 13% em relação ao mesmo período do ano anterior, informou a TCP, empresa que administra o terminal.
“A retomada dos embarques de carne de frango após a queda de restrições impostas ao Brasil em 2025 fez com que as exportações disparassem. As exportações de carne suína também tiveram alta”, disse Fabio Mattos, gerente comercial da TCP, em nota.
No ano passado, um caso de influenza aviária de alta patogenicidade ocorrido em uma granja comercial no Rio Grande do Sul em maio levou a suspensões temporárias de embarques de frango do Brasil para diversos compradores internacionais, como China e União Europeia.
Com a normalização do fluxo comercial e firme demanda externa, as exportações brasileiras de carne de frango bateram recorde em maio deste ano e superaram US$ 1 bilhão pela primeira vez na história em um mês, segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).
No acumulado dos cinco primeiros meses de 2026, o volume de frango enviado ao exterior alcançou 2,453 milhões de toneladas, alta de 8,7% no comparativo anual. O porto de Paranaguá (PR) é a maior rota de escoamento do produto.
No terminal de Paranaguá, a operação de contêineres refrigerados (reefer), utilizados para transportar carnes e congelados movimentou 64.470 unidades de janeiro a maio, volume 9% acima das 59.054 unidades de 2025.
De acordo com Mattos, “a infraestrutura, o alto volume de serviços marítimos e o atendimento especializado aos exportadores de carne colocam a TCP como o principal parceiro nacional no embarque de cargas refrigeradas”.
O Terminal de Contêineres de Paranaguá conta com a maior área para armazenagem de contêineres refrigerados do país, com 5.280 tomadas, e que terá a capacidade expandida ainda este ano, segundo a TCP.
A movimentação total do terminal foi equivalente a 690 mil contêineres de 20 pés (TEU) no período entre janeiro e maio de 2026, alta de 2% em comparação ao desempenho de 2025.
Fonte: Globo Rural.