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Preço do boi gordo volta a cair em várias regiões com cota chinesa próxima do fim

O mercado pecuário voltou a apresentar quedas de preços em importantes regiões nesta terça-feira (23/6). Segundo a consultoria Safras & Mercado, as indústrias seguem se posicionando em meio ao esgotamento precoce das cotas de exportação para a China.

Nesta terça-feira (23/6), das 33 regiões monitoradas pela Scot Consultoria, 23 não tiveram alterações no preço do boi gordo na comparação diária. No entanto, houve quedas em Goiânia (GO), Três Lagoas (MS), Cuiabá (MT), sudeste e sudoeste de Mato Grosso, sul do Tocantins, Marabá (PA), Paragominas (PA), sudeste de Rondônia e Acre.

Nas praças de Araçatuba (SP) e Barretos (SP), referências para o setor, o preço do boi gordo permaneceu em R$ 345 a arroba para o pagamento a prazo. A cotação do “boi China” também não teve alterações. Contudo, para as fêmeas, o mercado pressionou e os valores cederam. A cotação da vaca caiu R$ 2, para R$ 320 a arroba, e a da novilha recuou R$ 3, para R$ 332 a arroba.

Segundo a Scot, as indústrias que já tinham boiadas suficientes para abater no restante do mês compravam com cautela, pensando nas escalas do começo de julho, pressionando os preços. A oferta, por sua vez, atendia a demanda e, apesar de não haver excedentes, estava melhor em relação aos últimos dias. Os vendedores escalonavam os lotes, contudo, de maneira menos intensa.

A Scot destaca que, ainda que existisse uma demanda regular por parte dos exportadores, não foi suficiente para sustentar os preços, mas contribui para limitar quedas mais acentuadas. Já havia negócios fechados abaixo das cotações vigentes, contudo, sem volume suficiente para se tornar referência.

A expectativa de preenchimento da cota de exportação de carne bovina à China, que deve ocorrer nos próximos meses, já mexe com o mercado do boi gordo, segundo relatório do Rabobank. A instituição aponta recuo de 6% no preço da arroba no mercado futuro em julho, cotada a R$ 333.

Dados divulgados nesta terça-feira (23/6) pelo Ministério do Comércio (Mofcom) e a Administração-Geral de Alfândegas (GACC) da China mostram que as exportações de carne bovina do Brasil para o mercado chinês atingiram 65,4% da cota estabelecida para este ano, de 1,1 milhão de toneladas. De janeiro até maio, entraram no país asiático 723,7 mil toneladas da proteína brasileira. O volume considera cargas embarcadas ainda em 2025 e que chegaram à China a partir de janeiro.

De acordo com levantamento realizado pelas Safras & Mercado, a expectativa é que o esgotamento ocorra em julho. Segundo Fernando Iglesias, analista da Safra, as indústrias estão revisando suas estratégias em torno do abate e aumentando a ociosidade, com o objetivo de ajustar a produção de acordo com a mudança da perspectiva de demanda.

Fonte: Globo Rural.

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