
O mercado pecuário encerrou o mês de junho enfraquecido, destaca o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Nesta terça-feira (30/6), compradores e vendedores permaneceram em compasso de espera em várias regiões. Alguns pecuaristas seguem adiando o retorno ao mercado, na expectativa de reajustes.
No último dia de junho, o indicador Cepea/Esalq do boi gordo, baseado nos negócios realizados no Estado de São Paulo, registrou a cotação de R$ 336,40 a arroba, uma queda de 3,80% no acumulado do mês. No mercado de reposição, o indicador do bezerro, baseado no Mato Grosso do Sul, teve o preço médio de R$ 3.387,19 a cabeça, recuo de 0,94% em junho.
Das 33 regiões monitoradas pela Scot Consultoria, 20 registraram quedas no preço do boi gordo nesta terça-feira. Outras 13 não tiveram alterações nas cotações.
Nas praças de Araçatuba (SP) e Barretos (SP), referências para o mercado, o preço do boi gordo caiu R$ 3, para 337 a arroba no pagamento a prazo. O “boi China” e a vaca também recuaram R$ 3, para R$ 342 e R$ 312 a arroba, respectivamente. A cotação da novilha não mudou.
Segundo o Cepea, no Pará e no noroeste do Paraná, foram registrados negócios com estabilidade. Por outro lado, houve queda de R$ 5 na arroba do boi nas regiões de Goiânia (GO), Sorriso (MT) e Rondonópolis (MT). Já no Rio Grande do Sul, os preços seguem firmes diante da baixa disponibilidade de animais prontos para o abate.
A consultoria Safras & Mercado destaca que os frigoríficos seguem adequando suas estratégias de acordo com o esgotamento precoce das cotas chinesas de importação de carne bovina.
Indústrias de pequeno e de médio porte anunciaram férias coletivas, enquanto outras empresas seguem trabalhando com maior ociosidade, ou seja, reduzindo a quantidade diária de animais abatidos. “A intenção é adequar a produção a uma realidade em que o grande comprador de carne bovina brasileira estará ausente”, afirma Fernando Iglesias, analista da Safras.
O mercado atacadista se deparou com preços acomodados ao longo da terça-feira. Segundo a Safras, a entrada dos salários na economia é um importante motivador para a retomada do movimento de alta durante a primeira quinzena de julho, estimulando a reposição entre atacado e varejo.
Fonte: Globo Rural.