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Preço do boi gordo sobe em São Paulo pela primeira vez em mais de um mês

O mercado pecuário encerrou a semana com tendência de recuperação. Nesta sexta-feira (17/7), o preço do boi gordo no Estado de São Paulo registrou a primeira alta em mais de um mês, informa a Scot Consultoria.

Nas praças de Araçatuba (SP) e Barretos (SP), referências para o mercado, a cotação do boi gordo subiu R$ 2, para R$ 332 a arroba. Essa foi a primeira valorização desde o dia 12 de junho. O preço do “boi China” também aumentou R$ 2, para R$ 335 a arroba. Já os valores da vaca e da novilha não tiveram alterações.

Segundo a Scot, a alta refletiu uma oferta curta de bovinos, que permitia sustentação na cotação, mesmo em um cenário de compradores pressionando para pagar menos pela arroba e de escoamento de carne bovina devagar no mercado interno. No entanto, a fluidez do mercado estava baixa e os frigoríficos exportadores tinham anunciado férias coletivas.

Além das duas praças paulistas, também foram registradas altas para o boi gordo no sul de Goiás, sul da Bahia, oeste do Maranhão, Marabá (PA), Redenção (PA), sudeste de Rondônia, sul de Tocantins e Rio de Janeiro. Apenas em Santa Catarina as cotações caíram. Nas demais 22 regiões monitoradas pela Scot, os preços permaneceram estáveis na comparação diária.

Em relação aos confinamentos para abates em outubro de 2026, pesquisa do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) e da empresa Tortuga informa que todas as praças avaliadas seguem apresentando rentabilidade positiva, indicando um cenário favorável para a atividade. O principal destaque é o Mato Grosso, com retorno estimado em 12,6%.

Na sequência, o Rio Grande do Sul registra rentabilidade projetada de 8,1%, seguido por São Paulo, com 6,6%, Mato Grosso do Sul, com 6,2%, e Paraná, com 6,1%. Mesmo os Estados com menores índices seguem apresentando viabilidade econômica, reforçando um ambiente de maior equilíbrio entre custos e receitas, afirma o Cepea.

Segundo o estudo, o cenário reflete, principalmente, a sustentação dos preços futuros da arroba do boi gordo, aliada aos custos considerados no momento de entrada dos animais no confinamento, especialmente alimentação, reposição e despesas operacionais.

Fonte: Globo Rural.

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