
As negociações no mercado pecuário estavam moderadas nesta terça-feira (4/8), informa o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). A dificuldade para preencher as escalas de abate, diante da baixa oferta de animais terminados, tem sustentado reajustes nos preços do boi gordo e das fêmeas.
Em Sorriso (MT), no norte de Minas e no noroeste do Paraná, o Cepea registrou negócios com alta de R$ 5 por arroba, com escalas de abate variando entre três e sete dias. Com esses reajustes, a liquidez, de modo geral, apresentou melhora ao longo desta terça-feira. Ainda assim, parte dos vendedores e compradores segue postergando o retorno ao mercado, à espera de uma definição mais clara sobre o comportamento dos preços.
Segundo a Scot Consultoria, a oferta esteve controlada, mas a indústria também estava comprando controladamente. Negociações dentro das referências resultavam em vendas, porém com volumes fracionados. Por outro lado, ofertas abaixo das referências ou pedidos acima dos preços que estavam vigentes não evoluíam para negócios fechados, refletindo a resistência de compradores e vendedores em ceder nas negociações.
Das 33 regiões monitoradas pela Scot Consultoria, 17 não tiveram mudanças na cotação do boi gordo na comparação diária. Outras 15 praças registraram altas, enquanto apenas em Roraima houve queda.
Nas praças de Araçatuba (SP) e Barretos (SP), referências para o mercado, o preço do boi gordo seguiu em R$ 348 a arroba para o pagamento em 30 dias. A cotação do “boi China” também não mudou. Já a vaca e a novilha tiveram alta de R$ 2, para R$ 322 e R$ 337 a arroba, respectivamente.
Fonte: Globo Rural.