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Nova Zelândia inicia estudo de quatro anos para selecionar bovinos mais eficientes e com menor emissão de metano

Um novo programa de pesquisa na Nova Zelândia pretende avançar na seleção genética de bovinos de corte mais eficientes no uso dos alimentos e ampliar o conhecimento sobre a relação entre eficiência alimentar, emissão de metano e características produtivas.

Batizado de Cool Beef, o projeto terá duração de quatro anos e será liderado pela Beef + Lamb New Zealand (BLNZ), com financiamento do Ag Emissions Centre. A iniciativa foi lançada na Te Mania Angus, na região norte de Canterbury.

Ao longo do projeto, pelo menos 2 mil bovinos de corte terão o consumo de alimento e as emissões de metano avaliados. Além disso, outras mil medições de metano serão realizadas em animais diretamente a pasto.

A pesquisa envolverá animais das raças Angus e Hereford, além de bovinos cruzados provenientes de criadores parceiros em diferentes regiões da Nova Zelândia.

Eficiência, metano e produção serão avaliados em conjunto

Um dos principais objetivos do Cool Beef é gerar dados científicos que permitam compreender melhor como a eficiência alimentar e as emissões de metano se relacionam com características de produção dos bovinos.

As informações poderão contribuir futuramente para o desenvolvimento de Valores Genéticos Estimados (EBVs) relacionados a essas características, oferecendo aos criadores mais informações para orientar suas decisões de seleção genética.

Segundo Kate Acland, presidente da Beef + Lamb New Zealand, o objetivo é construir uma base de conhecimento que possa apoiar as decisões futuras dos produtores.

“Os produtores estão focados em selecionar animais produtivos e que tenham bom desempenho em seus sistemas de produção. O Cool Beef ajudará a ampliar nossa compreensão sobre a relação entre eficiência alimentar, emissões de metano e características produtivas, oferecendo aos criadores melhores informações para apoiar decisões futuras”, afirmou.

O programa aproveita resultados de pesquisas anteriores realizadas pela indústria neozelandesa, incluindo dados produzidos pelo programa Informing New Zealand Beef e pelo Beef Progeny Test.

Como o metano será medido

Atualmente, as emissões estão sendo avaliadas por meio de câmaras portáteis de acumulação, desenvolvidas pelo Bioeconomy Science Institute.

A possibilidade de utilizar outras tecnologias de medição de metano ao longo dos próximos anos também está prevista no programa.

A participação dos criadores será voluntária. Segundo a organização, o projeto oferece a oportunidade de contribuir para uma pesquisa que poderá ampliar, no futuro, as opções de seleção de animais mais eficientes.

Pesquisa faz parte de programa mais amplo sobre genética e metano

A diretora-executiva do Ag Emissions Centre, Naomi Parker, afirmou que o Cool Beef integra um conjunto mais amplo de pesquisas voltadas à genética de animais com menores emissões de metano.

O portfólio inclui também trabalhos relacionados a ovinos e bovinos leiteiros com menor emissão.

“Reunindo indústria, pesquisadores e produtores, estamos construindo a capacidade científica necessária para desenvolver ferramentas práticas de seleção genética para os produtores da Nova Zelândia e apoiar a agricultura neozelandesa no futuro”, afirmou Parker.

Com milhares de animais avaliados durante os próximos quatro anos, o Cool Beef deverá formar uma base de dados para investigar simultaneamente eficiência alimentar, produção e emissão de metano, abrindo caminho para que essas informações possam ser incorporadas às decisões de melhoramento genético da pecuária de corte neozelandesa.

Fonte: Farmers Weekly, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

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