

O mercado pecuário estava mais aquecido nesta terça-feira (22/9), informa o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Em várias regiões, compradores estavam mais ativos e retomaram as aquisições, com altas pontuais nos preços em algumas praças.
Nas regiões de Colíder (MT), Cuiabá (MT), Campo Grande (MS), Cassilândia (MS) e Goiânia (GO), foram registrados negócios com aumento de R$ 5 e escala de abate variando de quatro a 10 dias. Com esses reajustes, a liquidez, como um todo, estava melhor nessa terça-feira, afirma o Cepea. No entanto, alguns vendedores seguiam adiando o retorno ao mercado, na expectativa de novos reajustes.
Das 33 regiões monitoradas pela Scot Consultoria, 33 tiveram estabilidade nos preços do boi gordo na comparação diária, enquanto outras dez praças registraram altas. Houve quedas apenas no oeste do Rio Grande do Sul e em Roraima.
Nas praças de Araçatuba (SP) e Barretos (SP), referências para o mercado, o preço do boi gordo seguiu em R$ 350 a arroba para o pagamento em 30 dias. As cotações do “boi China”, da vaca e da novilha não tiveram alterações.
Segundo a Scot, no Estado de São Paulo, o dia teve poucos negócios, com parte da indústria fora das compras. Com as vendas de carne em ritmo lento e escalas de abate suficientes para atender à demanda, a ponta compradora atuava com cautela, definindo suas estratégias e aguardando um direcionamento mais claro do mercado.
Entre os frigoríficos ativos nas compras, a postura também era de cautela. Alguns ofertavam preços abaixo das referências vigentes, refletindo a lentidão do mercado interno, enquanto outros seguiam negociando dentro das referências. A oferta de gado permanecia controlada, o que sustentava as cotações.
Fonte: Globo Rural.