

Estabelecimentos de todos o país têm diminuído o volume de proteína bovina em seus sanduíches para não repassar os aumentos nos custos ao consumidor. O movimento reflete o impacto direto da inflação sobre a cadeia de alimentos, que chegou a mais de 40% no caso da carne. Já o preço final dos sanduíches aumentou cerca de 14% e chegou a custar $ 30 na Califórnia e em Nova York.
Pressionados pela alta dos insumos e pelo menor rebanho bovino em mais de sete décadas, donos de restaurantes reduzem o peso das porções, alteram cardápios e reformulam acompanhamentos para manter a clientela. Alguns diminuíram as porções de carne de 227 para 205 gramas, enquanto outros optaram por retirar dos cardápios a informação sobre o peso. Outra alternativa foi apostar no smash burger, preparado com discos finos de carne prensados na chapa, formato que permite usar menos proteína sob o pretexto de entregar maior crocância.
A crise também afeta as grandes redes de fast-food. O executivo-chefe da Restaurant Brands International, controladora do Burger King, afirmou que os custos da carne bovina tiveram aumentos de dois dígitos, o que afeta diretamente a rentabilidade dos franqueados. Para evitar reajustes que possam afastar os consumidores de menor renda, as redes investem em descontos por aplicativo e ampliam a oferta de produtos à base de frango, proteína mais barata e com ciclo produtivo mais curto.
De acordo com relatórios do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, o rebanho bovino caiu ao menor patamar desde 1951, em consequência de secas severas e da alta dos preços da ração e do combustível. Esses fatores levaram ao abate antecipado de matrizes nos últimos anos, dificultando a recomposição do rebanho. Como a pecuária exige um período longo para restabelecer a oferta, especialistas projetam que o alívio só deve chegar no fim desta década.
Fonte: Achei USA.