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USDA: etanol comprometerá oferta de milho nos EUA

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicou em um relatório na semana passada que a grande demanda de milho por parte da indústria de etanol do país está elevando os custos de produção de animais e aumentará os preços da carne bovina, suína e de frango.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicou em um relatório na semana passada que a grande demanda de milho por parte da indústria de etanol do país está elevando os custos de produção de animais e aumentará os preços da carne bovina, suína e de frango.

O USDA disse que o etanol está consumindo 20% da produção de milho do ano passado e deverá usar 25% da deste ano, elevando os preços do milho. O preço médio do milho está em US$ 3,20 o bushel, mas que os US$ 2 do ano passado.

Os maiores custos da ração reduzirão a produção de carnes vermelhas e de aves. O vice-secretário da Agricultura dos EUA, Chuck Conner, disse que o USDA está monitorando com atenção a oferta e a demanda do milho, o que provavelmente forçará os produtores a plantar mais acres de milho. “Confiamos na capacidade do mercado de reagir”, disse Conner.

Entretanto, o USDA anunciou que 4,1 milhões de acres serão retirados pelo Programa de Reserva de Conservação (CRP) nos próximos quatro anos, tirando qualquer possibilidade, como os economistas sugeriram, de que estas sejam usadas para produção extra de milho. O programa CRP paga aos donos de terra para retirarem da produção terras que são altamente passíveis de erosão ou ambientalmente sensíveis de alguma forma. As propriedades são freqüentemente usadas como reservas de caça.

O USDA formou um painel de etanol para resolver os efeitos do etanol e de outros biocombustíveis na pecuária, uma medida solicitada pelos produtores de carnes e de leite do país.

As informações são do site MeatingPlace.com.

0 Comments

  1. José Libêncio Babilônia disse:

    Acredito que se fossem incentivadas pesquisas no Brasil sobre dinâmica populacional de diversas espécies selvagens (especialmente aquelas com espécies com potencial de caça e suas interrelações com a cadeia alimentar) e, paralelamente a isto os nossos representantes (deputados e senadores) se mobilizassem para adequar as leis de caça e de incentivo a formação de unidades de conservação, acho que muitos brasileiros seguiriam o exemplo dos fazendeiros americanos.

    O meio ambiente com certeza ganharia. Infelizmente, muitos “ecoxiitas” não concordam com estas idéias, porém aceitam e comem carne de suínos ingleses (exóticos) mas não aceitam a caça, por exemplo de um queixada. Enquanto permanece o sistema atual, cerrados e Amazônia cedem espaço à monocultura que degrada e promove perda de biodiversidade, e os produtores rurais brasileiros deixam de embolsar uma enorme fatia de dinheiro que é movimentada com o turismo de caça e o ecoturismo no mundo inteiro.