Mercados Futuros – 12/06/08
12 de junho de 2008
Boi brasileiro já figura entre os mais altos do mundo
13 de junho de 2008

Oferta pequena segue sustentando alta do boi gordo

No mercado físico os negócios seguem lentos e as escalas não evoluem. Frigoríficos reportam que o mercado está muito agitado e a euforia que se instalou no setor acaba prejudicando os negócios. A arroba do boi gordo continua em alta. O indicador Esalq/BM&F boi gordo à vista foi cotado a R$ 91,42/@, alta de R$ 0,81. O indicador a prazo foi cotado a R$ 92,38/@.

A arroba do boi gordo continua em alta. O indicador Esalq/BM&F boi gordo à vista foi cotado a R$ 91,42/@, alta de R$ 0,81. O indicador a prazo teve valorização de R$ 0,39, sendo cotado a R$ 92,38/@.

Tabela 1. Principais indicadores, Esalq/BM&F, relação de troca, câmbio


Na BM&F, todos os vencimentos fecharam em queda, com participantes optando pela realização de lucros. O primeiro vencimento, junho/08, fechou a R$ 94,35/@ com recuo de R$ 0,28. Outubro/08 apresentou queda de R$ 0,69, fechando a R$ 101,11/@, com 5.172 contratos negociados e 35.079 contratos em aberto. A maior variação foi registrada para os contratos que vencem em dezembro/08, -R$ 1,40, que fecharam a R$ 100,10/@.

Tabela 2. Fechamento do mercado futuro em 12/06/08


Gráfico 1. Indicador Esalq/BM&F boi gordo à vista x contratos futuros para junho/08


No mercado físico, os negócios seguem lentos e as escalas não evoluem. Frigoríficos reportam que o mercado está muito agitado e a euforia que se instalou no setor acaba prejudicando os negócios. O grande problema da indústria é que de um lado a oferta de boi não aparece e é preciso elevar os preços para conseguir comprar – e ainda assim o volume de negócios efetivados é pequeno -, e de outro o varejo não quer mais absorver as frequentes altas, alegando que não consegue repassar o preço ao consumidor. Assim algumas indústrias preferem trabalhar com escalas curtas e esperar maior definição do atacado.

De acordo com as cotações levantadas pelo BeefPoint, ocorreram alterações em SP, MT, GO, PR, MG, PR e MA. No Mato Grosso do Sul os preços de balcão são de R$ 87,00/@, mas compradores que atuam no estado já reportaram negócios acima deste valor. Em lotes grandes e bem acabados frigoríficos já negociam preços perto dos R$ 90,00.

Mesmo com a dificuldade atual muitas indústrias acreditam que nos próximos meses a oferta deve melhorar um pouco, os compradores estão confiantes que com o início do abate de bois de cocho a disponibilidade deve aumentar dando uma certa tranquilidade aos frigoríficos. Pesquisa realizada pela Assocon, com seus associados, indica que a intenção de confinamento cresceu neste ano, podendo alcançar um volume 16% maior que em 2007.

Na tentativa de garantir escalas para a entressafra, muitos frigoríficos tem optado por fechar contratos de boi a termo. Segundo notícia da Gazeta Mercantil, o gerente de Suprimento de Matéria-Prima do Independência, Eduardo Pedroso, diz que o aumento em relação ao ano passado será de 200% – a maior parte dos contratos fechados com confinadores. Pedroso diz que, na unidade de Goiás, 90% da escala para o segundo semestre está contratada. E na unidade de Nova Xavantina (MT) são 40%. “Alguns negócios foram fechados no ano passado. Nossa idéia não é garantir custo menor, mas planejar a escala”, afirma.

Tabela 3. Resumo das cotações do mercado físico do boi gordo em 12/06/2008



Acesse a tabela completa com as cotações de todas as praças levantadas na seção cotações.

O mercado de carne segue equilibrado, o varejo briga para evitar novos reajustes, argumentando que nos preços atuais já existe diminuição no consumo. Porém a oferta de carne no atacado é bastante enxuta e ainda sustenta os preços, com os frigoríficos forçando novas altas.

De acordo com o Boletim Intercarnes, no atacado, traseiro e ponta de agulha tiveram variação de R$ 0,10, sendo cotados a R$ 6,20 e R$ 4,10, respectivamente. O dianteiro permaneceu com preço estável em R$ 5,20. O equivalente físico foi calculado em R$ 83,64/@, alta de 1,11%. Com este reajuste o spread recuou um pouco, mas ainda continua com valor acima da média dos últimos 12 meses. Esta diferença – entre indicador de boi gordo e equivalente – foi calculada em R$ 7,78/@.

Gráfico 2. Indicador Esalq/BM&F boi gordo à vista x equivalente físico


Na reposição os preços continuam em alta e nada indica recuos no curto prazo, já que a procura ainda é bem maior do que a oferta. O indicador Esalq/BM&F bezerro MS à vista foi cotado em R$ 696,72/cabeça, alta de R$ 3,93. A variação do boi gordo (0,89%), proporcionou melhoria na relação de troca que ficou em 1:2,17.

André Camargo, Equipe BeefPoint

Como está o mercado do boi gordo, vaca gorda e reposição de sua região, em relação a preços, oferta e demanda e número de negócios efetivados?

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