Nos últimos seis meses, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) aumentou o esforço pela abertura do mercado internacional aos produtos do agronegócio brasileiro. "Essas ações demonstram que a agenda externa do ministério tem ficado cada vez mais proativa e com visão estratégica, de forma a centrar esforços em mercados de maior potencial importador. O setor privado tem compreendido isso e aderido cada vez mais às missões", explicou o secretário de Relações Internacionais do Agronegócio, Célio Porto.
Nos últimos seis meses, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) aumentou o esforço pela abertura do mercado internacional aos produtos do agronegócio brasileiro. “Essas ações demonstram que a agenda externa do ministério tem ficado cada vez mais proativa e com visão estratégica, de forma a centrar esforços em mercados de maior potencial importador. O setor privado tem compreendido isso e aderido cada vez mais às missões”, explicou o secretário de Relações Internacionais do Agronegócio, Célio Porto.
Em fevereiro, o chefe do Serviço Sanitário e Fitossanitário da Rússia, Sergey Dankvert, esteve no País. No Mapa, manifestou interesse em manter o melhor entendimento possível com o Brasil, que hoje tem naquele país o principal destino de suas exportações de açúcar, carne bovina e suína.
Onze parlamentares europeus vieram ao Brasil, pela primeira vez, em abril, para colher impressões, sobre as exportações da carne bovina in natura. A missão se reuniu com o ministro Reinhold Stephanes, que reiterou o empenho do País em se adequar às exigências do serviço veterinário europeu.
Ainda em abril, a visita oficial do diretor de Saúde e Bem-Estar Animal da União Européia, Bernard Van Goethem, reconheceu o esforço do País em cumprir normas para a compra de carne bovina in natura, por aquele bloco econômico. Ele elogiou o treinamento inédito de 200 fiscais que atuam no Serviço de Rastreabilidade da Cadeia Produtiva de Bovinos e Bubalinos (Sisbov).
Ministros da Agricultura de outros países também demonstraram interesse em conferir o sucesso do agronegócio brasileiro. Estiveram no Brasil os ministros da Indonésia, Anton Apryantono, que manifestou interesse em importar carne bovina in natura; da Suécia, Eskil Erlandsson; e representante japonês, Masatoshi Wakabayashi, que prometeu acelerar o processo de reconhecimento do princípio da regionalização para febre aftosa.
As feiras internacionais realizadas no primeiro semestre foram grandes oportunidades para conhecer novos mercados e fazer negócios. Em fevereiro, o Mapa montou estande na Gulfood, considerada a maior feira do setor de alimentos do Oriente Médio, em Dubai (Emirados Árabes), que rendeu US$ 10 milhões a 13 empresas brasileiras.
Na Foodex Japão 2008, maior feira de bebidas e alimentos da Ásia e do Pacífico e a terceira desse segmento no mundo, o ministério mostrou o potencial do agronegócio brasileiro.
A delegação do Mapa foi à China, onde priorizou o comércio de suínos e aves. Como resultado dos entendimentos, o Mapa se comprometeu em enviar informações para destravar o comércio avícola e solicitou a inspeção de frigoríficos de suínos pelos chineses.
Em junho, a missão brasileira visitou o Egito, Argélia e Irã. No Egito explorou possibilidade de exportação de fertilizantes para o Brasil. No Irã e na Argélia, tratou do aumento das importações de produtos agropecuários do Brasil, como carne bovina e lácteos. Tanto o governo iraniano quanto o argelino manifestaram também interesse na importação de bovinos vivos para abate imediato e para o melhoramento genético do rebanho.
As informações são do Mapa.