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Dicas CFM para sistema de identificação dos animais

A informação é a ferramenta mais preciosa em qualquer atividade e na pecuária profissional não é diferente. Para podermos saber se estamos alçando os objetivos traçados precisamos medir e controlar as informações de produção dos animais. Sem essa informação, não é possível saber qual a performance dos animais e se estamos obtendo ganhos condizentes com o esperado.

A informação é a ferramenta mais preciosa em qualquer atividade e na pecuária profissional não é diferente. Para podermos saber se estamos alçando os objetivos traçados precisamos medir e controlar as informações de produção dos animais. Sem essa informação, não é possível saber qual a performance dos animais e se estamos obtendo ganhos condizentes com o esperado.

Para podermos ter um registro das informações produtivas e reprodutivas dos animais é preciso primeiramente que eles estejam identificados. Por isso, na CFM a identificação dos animais é considerada como um dos pontos de maior importância e é tema exclusivo da nossa dica de manejo.

Todos os animais são identificados individualmente e, para evitar confusão com os animais de outras fazendas ou safras diferentes, a CFM adota um sistema único em todo o rebanho.

O padrão de numeração da CFM permite identificar a procedência do animal e seu ano de nascimento. Cada fazenda possui uma sigla de 2 dígitos, como, por exemplo, SF para Fazenda São Francisco, e esta sigla é o início do código do animal.

Em seguida, o animal recebe um número seqüencial de 4 dígitos, que identifica a ordem de seu nascimento. E, finalizando, os 2 dígitos do ano de nascimento (safra) do animal.

Sendo assim, a identificação é a seguinte:

“sigla da fazenda” + “número do animal” + “safra”

Portanto, o animal número 458 nascido na Fazenda São Francisco em 2009, possuirá o código SF045809.

Para controle no campo, cada campeiro possui uma caderneta de nascimento, onde já é preenchido o número seqüencial de nascimento dos animais, com espaços para preenchimento das informações do parto, tais como: número da mãe, data do parto, peso do bezerro, sexo, raça e lote.

A caderneta de nascimentos é carbonada, sendo que uma via é enviada para o escritório da fazenda e a outra via permanece na caderneta com o campeiro até a desmama, para eventuais consultas e anotações.

Após preencher a caderneta de nascimentos, o campeiro tatua ambas as orelhas do bezerro com o número seqüencial de 4 dígitos correspondente ao bezerro. Este processo, apesar de simples, é muito importante e deve ser feito sempre de forma criteriosa, pois, a partir dele, o animal ingressa no programa de seleção. A correta identificação é essencial não apenas para o bezerro em questão, mas também para o bom desempenho do programa de seleção, que se baseia numa boa coleta de dados.

Para facilitar o manejo dos lotes, é feito um pequeno picote na orelha dos bezerros, para identificar o mês de nascimento. O picote na orelha é de fácil visualização e evita que seja feita uma marca a fogo no couro do animal. Cada mês corresponde a uma posição única do picote da orelha do animal conforme esquema abaixo.

No desmame, recebem a marca da CFM (&) na face esquerda e entre os 8 e 12 meses de idade os animais são marcados com seu número de 4 dígitos na anca do lado direito.

Antes de qualquer transferência ou venda, o animal ainda é marcado no cupim (lado direito) com as duas siglas de identificação da fazenda.

Desta forma, todo animal produzido pela CFM apresenta uma identificação única que é utilizada de forma prática no campo e também no programa de melhoramento. Com isso, a informações de cada animal do banco de dados da CFM compõem uma informação limpa e de alta confiança o que ajuda na qualidade da avaliação genética de todo o rebanho.

Para mais informações preencha o formulário abaixo.

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