PA: pecuaristas assinam TAC contra desmatamento
30 de novembro de 2009
Europa tem 62 casos da doença da “vaca louca”
30 de novembro de 2009

China pressiona Brasil por maior abertura de mercado

O vice-ministro de Comércio da China, Yi Xiaozhun, defendeu ontem o fim das barreiras e salvaguardas aos produtos chineses no mercado brasileiro e alertou que essa é uma das condições para que o Brasil também tenha acesso facilitado ao mercado chinês. "Queremos ampliar nossas exportações ao Brasil e esperamos ver uma solução para a questão das barreiras", disse.

O vice-ministro de Comércio da China, Yi Xiaozhun, defendeu ontem o fim das barreiras e salvaguardas aos produtos chineses no mercado brasileiro e alertou que essa é uma das condições para que o Brasil também tenha acesso facilitado ao mercado chinês. “Queremos ampliar nossas exportações ao Brasil e esperamos ver uma solução para a questão das barreiras”, disse.

Nos dez primeiros meses de 2009, a China foi o maior destino das exportações nacionais. O volume chegou a US$ 17,7 bilhões, bem acima dos US$ 12,8 bilhões comprados pelos Estados Unidos.

Ontem, o governo chinês insistiu que está na hora de o Brasil comprar mais produtos de Pequim, inclusive agrícolas, se quiser garantir que a soja e as carnes brasileiras tenham um melhor acesso ao mercado chinês.

“O Brasil precisa comprar mais legumes e pescados da China”, afirmou o vice-ministro de Agricultura, Nyu Dun. O recado das autoridades chinesas é claro: o comércio é recíproco e o Brasil não pode esperar maior acesso ao mercado chinês enquanto ficar adotando barreiras contra os produtos de Pequim.

Na reunião da OMC que começou neste fim de semana em Genebra, a China avisou que não aceitará que governos tratem da variação do câmbio no encontro ministerial. Pequim está sendo pressionada a flexibilizar sua moeda e é acusada de manipular para garantir maiores exportações. No final de 2009, a China deve se estabelecer como a maior exportadora do mundo, superando a Alemanha e Estados Unidos.

Mas em Washington, Bruxelas e mesmo nos países emergentes, a pressão aumenta contra o comportamento dos chineses.

“Queremos estabilidade no câmbio”, defende o embaixador da China na OMC, Sun Zhenyu. Segundo ele, a OMC não é um lugar para tratar de câmbio. “Isso é para o Fundo Monetário Internacional (FMI)”, disse. Outros governos insistem que a variação cambial afeta o comércio de forma mais importante que as tarifas. “Temos de falar de câmbio. Não há como escapar desse assunto”, alerta Nestor Stancanelli, negociador-chefe de Buenos Aires. A Índia e outros também querem tratar do assunto.

A matéria é de Jamil Chade, publicada no jornal O Estado de S. Paulo, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

Comments are closed.