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Analistas apostam em bom desempenho do Minerva

Em um ano em que os frigoríficos sofreram forte pressão de custos e das condições econômicas externas, as ações ordinárias da JBS (JBSS3) desvalorizaram 26,59% e as da Marfrig (MRFG3) 26,85%, enquanto, por outro lado, os papéis do Minerva (BEEF3) apresentaram, neste mesmo período, uma valorização de 13,04%. Analistas apontam que o bom desempenho está relacionado à disciplina financeira da empresa e à manutenção do crescimento orgânico e esperam que a companhia obtenha forte resultado no próximo ano.

Em um ano em que os frigoríficos sofreram forte pressão de custos e das condições econômicas externas, as ações ordinárias da JBS (JBSS3) desvalorizaram 26,59% e as da Marfrig (MRFG3) 26,85%, enquanto, por outro lado, os papéis do Minerva (BEEF3) apresentaram, neste mesmo período, uma valorização de 13,04%. Analistas apontam que o bom desempenho está relacionado à disciplina financeira da empresa e à manutenção do crescimento orgânico e esperam que a companhia obtenha forte resultado no próximo ano.

Nesta semana, o presidente do Minerva, Fernando Galletti de Queiroz, afirmou que a companhia deve terminar o ano de 2010 com um faturamento de R$ 3,2bilhões e que, em 2011, a expectativa é atingir um resultado 20% superior.

O analista da Link Investimentos, Rafael Burquim, acredita que o cenárioé realmente mais positivo para 2011. “Este ano foi marcado pela expressiva alta da arroba, mas acho que esse preço não se sustenta no ano que vem. O rebanho brasileiro está crescendo e, à medida que as chuvas voltarem, os preços devem cair e os custos devem trazer menor pressão, melhorando a rentabilidade da companhia”, disse.

Já o analista Cauê Pinheiro, da SLW Correta, acredita que, em 2011, a empresa deve mostrar melhora, mas ainda não deve ter grande destaque na expansão. “No que se refere à exportação, eu acho que, aos poucos, vai haver uma melhora, mas deve ser um processo de um ou dois anos”, diz.

Segundo dados do terceiro trimestre de 2010, 66% da receita bruta da companhia vem de exportação e 34% do mercado doméstico. Burquim, da SLW, acha que há uma expectativa de melhora no cenário externo, mesmo sem a recuperação da Europa. “Há países emergentes aumentando muito o consumo de carnes como é o caso de países do Oriente Médio, Ásia e norte da África”, afirma.

No cenário interno, Queiroz disse que a companhia atende 25 mil clientes em 960 cidades brasileiras, enquanto no mercado externo são 1.500 clientes em 100 países. Ele ressaltou que o foco da companhia no cenário doméstico está nos pequenos e médios varejistas, ao invés das grandes redes de supermercados. “Esse segmento está crescendo e tem dado um retorno bastante interessante”, ressaltou o presidente.

Segundo o analista da Spinelli, Max Bueno, a estratégia de focar em varejistas menores está sendo perseguida pela maioria dos players deste setor. “É uma forma de se aproximar do consumidor final e as empresas têm feito investimentos em frota e estruturas de distribuição próprias. Além disso, o poder de barganha desse varejista é menor, o que garante maiores margens”, explica Bueno.

Os analistas acreditam ainda que a manutenção da economia aquecida deverá sustentar o alto nível de demanda do mercado interno para a companhia. Além disso, o fato de haver uma mobilidade entre as classes sociais garante uma mudança nos hábitos de consumo e alguns consumidores passam a comprar a proteína mais cara, a carne bovina.

Todo esse cenário poderá, portanto, segundo os analistas, reforçar o esforço de crescimento orgânico da companhia, mas todos também acreditam que possa haver aquisições nos próximos anos. Questionado sobre isso, o presidente da Minerva diz que a companhia está sempre atenta às oportunidades e ressaltou que os ativos estão mais baratos hoje, embora não tenha confirmado nenhuma intenção da companhia, que foi a única que optou por não entrar em processos de aquisição recentemente.

Essa opção feita pela companhia, segundo o analista da Spinelli, Max Bueno, é, hoje, um diferencial para a companhia, que, inclusive, pode servir como explicação para o bom desempenho das ações na bolsa em relação às competidoras JBS e Marfrig. As duas, além de terem consumido parte do caixa comaquisições, também estão tendo de investir em grandes processos de integração, que trazem alguns riscos para elas, enquanto o Minerva tem uma situação mais confortável aos olhos dos investidores.

“A empresa tem atualmente muita disciplina financeira e uma estratégia voltada para o crescimento orgânico, além de um controle mais rígido do capital de giro. O ciclo de caixa é mais curto e isso acaba beneficiando a companhia”, diz.

O ciclo de conversão de caixa do Minerva foi reduzido de 46 dias, no terceiro trimestre de 2009, para 28 dias no final do terceiro trimestre. Essa situação garante que a companhia tenha posição de caixa em um montante suficiente para aquisição de gado durante os próximos dois a três meses e, segundo o presidente da companhia, o frigorífico está investindo fortemente em uma política estratégica de gestão de riscos.

Max Bueno diz que, além de esperar um ano melhor para o frigorífico, também tem a expectativa de que algumas iniciativas sejam tomadas, como a maiorutilização das operações da planta de Rolim de Moura, em Rondônia, e também maiores margens na operação da subsidiária Minerva Dawn Farms, onde acompanhia aumentou a participação recentemente de 50% para 80%.

As informações são da Agência Leia, resumidas e adaptadas pela Equipe BeefPoint.

0 Comments

  1. Fabio Martins disse:

    Parabens Minerva. Talvez seja a salvação da pecuaria no triangulo mineiro e alto paranaiba.

  2. Marcelo Carvalho disse:

    Vale destacar que tanto JBSS3 e MRFG3, tiveram recuperação acima dos 100% do preço de lançamento desde o fundo formado no pico da crise, só então sofreram a realização de 26%.