O plantio direto é uma prática que destaca a redução de custos, a antecipação do pastejo quando o plantio é consorciado com forrageiras anuais e na sobressemeadura de forrageiras de inverno em pastagem já estabelecida (Moreira et al., 2006 citado por Vilela et al, 2006) e a introdução de leguminosas em pastagens em processo de degradação. Também são minimizados os riscos de erosão em solos arenosos e em áreas com relevo ondulado.
O plantio direto é uma prática que destaca a redução de custos, a antecipação do pastejo quando o plantio é consorciado com forrageiras anuais e na sobressemeadura de forrageiras de inverno em pastagem já estabelecida (Moreira et al., 2006 citado por Vilela et al, 2006) e a introdução de leguminosas em pastagens em processo de degradação. Também são minimizados os riscos de erosão em solos arenosos e em áreas com relevo ondulado.
A agricultura tem retorno mais rápido do capital investido, devido ao fato de o ciclo da planta ser menor (120 dias, na maioria das culturas), propiciando redução dos custos fixos da pastagem para otimização do uso das máquinas e dos equipamentos comuns às duas atividades. Por meio do resíduo de fertilizante e da reciclagem de nutrientes, a agricultura promove a recuperação da produtividade da pastagem, a recuperação da fertilidade do solo e o fornecimento de nitrogênio. Torna-se possível a produção de forragem após a colheita da soja no período do outono, inverno e primavera, reduzindo os custos de implantação de novas áreas de pastoreio.
O sistema de plantio direto reduz o banco de sementes das forrageiras que anteriormente existia na área, quando da sua aplicação para este fim. Isto ocorre devido ao uso de produtos inibidores da germinação das sementes ou por meio do controle dessas forrageiras, objetivando facilitar a troca (renovação) da espécie forrageira e promovendo a rotação de culturas, bem como a desestruturação da camada adensada do solo pelo facão usado nas plantadoras.
O efeito mais marcante da integração entre agricultura e pecuária sobre produtividade animal é observado no primeiro ano após a implantação do pasto. Esta constatação é particularmente evidente nas situações em que não há adubação de manutenção, principalmente de nitrogênio.
Podemos observar na Tabela 2 a diferença no desempenho de novilhas submetidas a pastagens recuperadas e pastagens estabelecidas no sistema de integração, onde certamente a pastagem está em melhores condições de suporte para estes animais.
Tabela 2. Ganho de peso acumulado de novilhas em pastagens de B. decumbens recuperada e em pastagens de P. maximum estabelecida depois de oito anos de lavoura de soja e milho. As duas pastagens foram implantadas em áreas adjacentes em um Latossolo Vermelho – Escuro de textura argilosa em Uberlândia (MG).
Os benefícios do plantio direto de espécies graníferas na melhora do desempenho da atividade, tanto no desempenho do animal como na produtividade por área, pode ser observado na Tabela 3.
Tabela 3. Massa seca (MS), taxa de lotação e desempenho animal em pastagens renovadas por meio de plantio direto dos capins B. brizantha cv. Marandu e Panicum maximum cv. Mombaça, associados ou não a sorgo pastejo, em pastagem degradada de B. ruziziensis.
O consórcio entre gramíneas e leguminosas já provou ser altamente benéfico para o desempenho de bovinos em regime de pasto, principalmente pela contribuição das leguminosas no incremento de N disponível às plantas, através da fixação deste elemento (Figura 4). No entanto, a viabilidade deste sistema é discutível, pois a gramínea, por ser muito mais agressiva, tende a ocupar a área e “expulsar” a leguminosa, já a partir do segundo ano da estabilização da consorciação. Em nossa experiência com áreas extensas de pastejo não encontramos nenhuma onde este sistema realmente funcione.
Tabela 4. Ganho de peso de bovinos em pastagens consorciadas com estilosantes cv. Campo Grande durante seis anos (1997 a 2003). Fazenda Ribeirão, Chapadão do Sul/MS.
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