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Aftosa pode estar erradicada na América do Sul até fim de 2009

A Comissão Sul-Americana para a Erradicação da Febre Aftosa (Cosalfa), reunida em Assunção (Paraguai), decidiu estipular para 2009 o prazo máximo para a erradicação da aftosa no continente, segundo informa reportagem de Marcondes Maciel, publicada hoje no Diário de Cuiabá. O rebanho brasileiro – 165 milhões de cabeças – poderá obter a certificação de área livre de aftosa em um prazo menor devido ao trabalho que está sendo realizado visando o controle total da doença. Mato Grosso espera obter a certificação da OIE (Organização Internacional de Epizootias) dentro de três ou quatro anos.

Durante a reunião, coordenada pelo Centro Panamericano de Febre Aftosa – órgão com sede no Rio de Janeiro que coordena a política de controle e erradicação da aftosa em toda a América Latina – ficou definida a estratégia de ação visando acelerar o combate à aftosa na América do Sul. Mato Grosso participou da reunião da Cosalfa com representantes da Delegacia Federal da Agricultura, Indea (Instituto de Defesa Agropecuária), Federação da Agricultura do Estado (Famato) e Fefa (Fundo Emergencial para a Febre Aftosa). Eles aproveitaram a reunião também para discutir um plano de ação conjunta e uma articulação mais forte com a iniciativa privada. “Queremos envolver todos os setores da sociedade neste trabalho, inclusive os pecuaristas”, explicou o presidente do Indea, Ênio Arruda.

A meta, segundo o veterinário Paulo Bilego, é garantir a erradicação da doença em um menor prazo possível para que a América do Sul possa abrir novos mercados para a carne do continente. “O Brasil tem uma carne de ótima qualidade, mas é preciso que todos (os países) garantam a sua inserção no mercado internacional”, frisou Bilego.

A febre aftosa já está erradicada na América Central e Caribe, e América do Norte. “Enquanto não tivermos toda a América do Sul livre, teremos restrições comerciais e dificuldades para a colocação do nosso produto no mercado externo”, observou o veterinário.

Na América do Sul, a aftosa está erradicada apenas no Chile e Uruguai, que juntos somam cerca de 20 milhões de cabeças.

Os dois Estados brasileiros com o certificado de área livre sem vacinação são Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Os Estados do Circuito Pecuário do Centro-Oeste – MT, MS, GO, TO e parte de Minas Gerais e São Paulo – e o Distrito Federal, num total de 90 milhões de cabeças, já receberam o certificado de área livre com vacinação e agora trabalham para a erradicação total da doença.

(Por Marcondes Maciel, para Diário de Cuiabá, 20/03/01)

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