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Alagoas cria fórum permanente da carne de corte

A decisão da Secretaria Executiva da Fazenda de cobrar imposto antecipado da carne de corte e de aves e estabelecer novos preços de pauta para esses produtos, mexeu com o setor alagoano. A medida, que atende a reivindicação dos produtores locais, provocou reuniões com os setores da indústria e do comércio varejista da carne de corte.

Depois de mais uma rodada de negociações, pecuaristas alagoanos, setores industrial e varejista decidiram, na última segunda-feira (25), durante encontro realizado na Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Alagoas (Faeal), criar um fórum permanente da cadeia produtiva da carne bovina, que será composto por representantes dos três segmentos.

O objetivo é tornar possível a discussão dos problemas e estabelecer um consenso entre as partes envolvidas, além de definir ações que conduzam à melhoria da produção da carne de corte no Estado.

De acordo com o presidente da Faeal, Álvaro Almeida, a intenção de se criar uma comissão para discutir as necessidades dos produtores e também dos setores industrial e varejista, é antiga. “A CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) já vem trabalhando com esse tipo de grupo de estudo, a nível nacional, e os resultados têm sido favoráveis”, destacou.

“Agora é colocar em prática o que for discutido durante os encontros”, complementou o ex-governador Manoel Gomes de Barros, um dos produtores presentes à reunião.

Nesse encontro, todos tiveram a oportunidade de expor suas reivindicações e apontar soluções. Segundo os produtores, o que falta é prioridade na preferência pelo boi de Alagoas, pagamento justo e fiscalização da carne fria. Os industriais, além da prioridade pela compra do boi alagoano, querem isenção de ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadoria e Serviços) dos animais do Estado, incentivo de exportação e maior fiscalização das divisas, enquanto o setor varejista considera necessário a adequação tanto do corte quanto do ICMS. E também consideram que a carne deve fazer parte da cesta básica do alagoano.

Fonte: Gazeta de Alagoas, adaptado por Equipe BeefPoint

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