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Americanos querem vender mais para o Brasil

O Brasil vende para os Estados Unidos o equivalente a US$ 1,8 bilhão/ano em produtos agrícolas. No entanto, o valor anual das compras brasileiras no mercado americano, no setor, não passa de US$ 230 milhões. Ao apresentar o novo cônsul para assuntos de agricultura, Ronald P. Verdonk, o conselheiro agrícola do governo norte-americano no Brasil, William W. Westman, afirmou que é preciso melhorar essa relação comercial.

Eles reforçaram a necessidade de os EUA venderem mais alimentos ao Brasil e anunciaram que várias iniciativas estão em andamento. Umas delas será a mostra de 250 produtos americanos, U.S. Contemporary Food, que será realizada entre 1o e 10 de outubro no Empório Santa Maria, em São Paulo.

Por outro lado, lembraram que os americanos continuam abertos a compras no Brasil. Uma equipe de veterinários americanos visitará fazendas e frigoríficos brasileiros, no final de outubro, para uma avaliação sobre condições sanitárias do setor. “A intenção é preparar o terreno para as compras de carne fresca no Brasil”, disse Westman. Há, segundo ele, diversas empresas americanas da área de fast food interessadas na carne para hambúrguer.

África do Sul

O Brasil já pode voltar a exportar carne bovina sem osso, procedentes de zonas livres de febre aftosa, à África do Sul. Após negociações conduzidas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o governo sul-africano autorizou essas importações, que estavam proibidas há dois anos, desde o surgimento da doença no Rio Grande do Sul.

Segundo o Secretário de Defesa Agropecuária (SDA), Luiz Carlos de Oliveira, as autoridades daquele país relutavam em aceitar produtos de áreas que vacinaram contra a aftosa, mas que o Brasil mostrou tecnicamente a inconsistência da argumentação, uma vez que a área livre com vacinação é reconhecida internacionalmente. Outra medida adotada pelo Mapa foi a notificação ao Comitê de Medidas Sanitárias e Fitossanitárias da Organização Mundial de Comércio (OMC) sobre o exagero das restrições.

Agora a reativação do comércio entre os dois países só depende da iniciativa privada.

Fonte: O Estado de São Paulo (por José Carlos Cafundó) e Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), adaptado por Equipe BeefPoint

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