Gaúchos compram farelo de soja do Paraná
16 de abril de 2003
Efeito da taxa de infestação de camboatá (Cupania vernalis Camb.) no processo de recuperação de pastagens de Brachiaria decumbens no município de Ribas do Rio Pardo, MS
16 de abril de 2003

Análise Semanal – 16/04/03

A dificuldade de compra é grande, mantendo os preços firmes e estáveis na maioria das praças. A proximidade dos feriados tirou o produtor do mercado.

Em São Paulo a maioria dos compradores trabalha em R$56,00/@, a prazo, para descontar o funrural, porém é possível conseguir até R$1,00/@ a mais dependendo da qualidade e localização do lote.

Ofertas de compra acima do preço referência também foram registradas em Goiás e parte do Pará. As ofertas mais agressivas partem de frigoríficos que ainda encaixam animais para morrer na terça-feira dia 22, primeiro dia útil da próxima semana.

As programações de abate atendem em média 3 a 4 dias, porém, mesmo trabalhando ajustados, alguns compradores tentam impor novos recuos.

A pressão baixista é alimentada pelo recuo do dólar (gráfico), que ficou abaixo de R$3,10. Especula-se que os frigoríficos poderiam direcionar, para o mercado interno, parte da carne que seria exportada.

Em março o Brasil faturou US$107,00 milhões com a exportação de carne bovina, resultado de um embarque de 96,6 mil toneladas em equivalente carcaça.

Caso parte deste montante realmente passe a ser negociado internamente, o efeito seria catastrófico, uma vez que o atacado opera em ambiente extremamente frouxo.

Na última semana o equivalente físico acumulou baixa de 2,2%. As vendas estão travadas, somente a comedida oferta de carne impede que os preços recuem mais.

Na outra ponta, o pecuarista segue retendo os animais em engorda, uma vez que há boa disponibilidade de capim, chove bem e não faz frio.

Assim, a queda de braço produtores x compradores deve se estender por mais um tempo. Poucas alterações são esperadas para o curto prazo.

O comportamento do câmbio e a firmeza do mercado físico criam alternativas interessantes para o produtor que opera no mercado futuro.

A BM&F aponta para valores próximos a R$64,40/@ para outubro, o que em dólares equivale a pouco mais de US$20,00/@. É uma boa opção de hedge.

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