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Aumenta a adesão de pecuaristas gaúchos ao rastreamento do rebanho

Cresce a adesão à rastreabilidade entre os pecuaristas gaúchos. A implantação de processos de acompanhamento da vida do animal começa a ganhar espaço nas propriedades dedicadas à pecuária no Rio Grande do Sul. No balanço da Expointer 2002, o presidente da Federação da Agricultura do Estado (Farsul), Carlos Sperotto, comemorava os números do setor: somente durante a feira, realizada de 24 de agosto a 1o de setembro, 30 produtores fecharam contrato ou deram início às negociações para o rastreamento do rebanho por meio do Sistema Integrado de Rastreabilidade Bovina (Sirb). O total de bovinos envolvidos nessas parcerias chega a 26 mil cabeças. Entre os 30 criadores, apenas um é de fora do Estado (de Mato Grosso do Sul).

O Sirb é um sistema desenvolvido pela Planejar em parceria com a Farsul e abrange atualmente 1.023 produtores, com um rebanho de 273,4 mil cabeças espalhadas por todo o Brasil.

Além das novas normas implementadas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) no início do ano, que autorizam somente a exportação de carne rastreada para a União Européia, um dos principais importadores de cortes in natura do Brasil, a procura intensa pela rastreabilidade verificada na Expointer também é fruto de uma campanha. A Farsul e o Mapa participam de um convênio, no valor de R$ 110 mil, que tem o objetivo de incentivar a produção de carne de qualidade.

Na exposição de Esteio, cartazes alertando para a importância da certificação de origem e o acompanhamento do rebanho podiam ser vistos em todos os lugares do parque. A campanha, que agora está se espalhando pelo interior, também inclui outras peças de divulgação, como outdoors e mídia em rádios locais. Também faz parte do cronograma de ações a realização de reuniões com os pecuaristas nos municípios, organizadas pelos sindicatos rurais ligados à Farsul.

Paraná

Os primeiros efeitos da exigência de carnes rastreadas já estão começando a ser sentidos no Paraná. O Frigorífico Amambaí, de Maringá, não teve produção destinada à exportação na primeira semana de setembro por falta de oferta de animais rastreados. Segundo a Federação da Agricultura do Paraná (Faep), o matadouro abateu 700 cabeças destinadas apenas ao mercado interno e a outros países que ainda não exigem a rastreabilidade.

Outro frigorífico, o Margen, de Paranavaí, manteve normal o ritmo de abate. Todos os animais que chegaram ao matadouro estavam devidamente rastreados. Foram abatidas 700 cabeças em condições de serem embarcadas para o bloco econômico europeu.

O assessor de pecuária da Faep, Alexandre Jacewicz, de acordo com a comunicação social da entidade, informou que o frigorífico de Paranavaí está auxiliando os pecuaristas da região a se adaptarem às novas exigências embutidas nos contratos de exportação europeus. Segundo ele, o Margen assumiu parte das despesas que os criadores tiveram para implantar o sistema de identificação e rastreabilidade dos animais.

A Faep informou ainda que o frigorífico Amambaí também está assumindo parte das despesas de rastreabilidade.

O Paraná detém o sétimo maior rebanho do Brasil, com 9,7 milhões de bovídeos distribuídos em mais de 210 mil propriedades.

Fonte: Zero Hora/RS e Gazeta do Paraná (por Rodney Caetano), adaptado por Equipe BeefPoint

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