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Boi gordo têm valorização na segunda feira

Bovespa fecha segunda-feira com queda de 5,46%, risco País ultrapassa os 800 pontos e dólar tem alta de 2,61% e encerra o dia cotando R$ 3,143. A semana começou complicada para a economia brasileira, mas não em todos os segmentos. Nesse mesmo dia a arroba do boi físico, para 30 dias, obteve valorização de que chegou a R$ 1,00 por arroba em algumas praças e que também foi crescente no mercado de futuros, se comparados aos números de sexta-feira (7/5), segundo dados apresentados pela Scot Consultoria.

As altas no mercado físico aconteceram em Araçatuba (SP), onde o boi gordo fechou o dia a R$ 60,50 por arroba (valorização de R$ 0,50); Barretos (SP), que fechou com o mesmo valor e índice; Dourados (MS), que fechou a 59,00 (obtendo a mesma valorização); Três Lagoas (MG), onde a valorização chegou a R$ 1,00, com fechamento a R$ 58,00; índice que foi repetido no Sudoeste mato-grossense, que fechou o dia com cotação de R$ 53,00. No mercado de futuros, os contratos para junho, com vencimento para ontem, tiveram a cotação da arroba em R$ 60,40 (com valorização de R$ 0,59); os para julho em R$ 62,90 (com a mesma valorização); para agosto em R$ 65,05 (valorização de R$ 0,75); para setembro em R$ 67,30 (alta de R$ 1,00) e para outubro em R$ 69,19 (alta de R$ 0,89).

Essa alta é atípica no mês de maio, quando os valores caem significativamente. “No mesmo período do ano passado de 1o janeiro a 10 de maio, o valor da arroba caiu 10% em São Paulo, de R$ 59,00 para R$ 53,00, já neste ano o valor é o mesmo do primeiro mês”, analisa Fabiano Tito Rosa, diretor da Scot Consultoria. Ele atribui a alta a quatro principais fatores: demanda por animais rastreados, que ainda não está com a oferta normalizada; bom ritmo das exportações; alta do dólar e continuidade das chuvas, proporcionando boas pastagens.

Ele afirma que a maioria das altas se deu em localidades que já trabalham com bois rastreados, e esse mercado está em alta, “isso porque há regiões com dificuldades em conseguir brincos e o certificado de rastreabilidade a tempo do abate”, conta. Outro fator que Rosa atribui o aumento é o sucesso das exportações do produto impulsionadas pela valorização da moeda norte americana, que seguram as cotações mais altas também internamente. “Com as constantes chuvas, as pastagens estão muito boas, o que vem permite ao produtor segurar o boi no pasto e aumentar sua rentabilidade”, explica.

Fonte: Paulo Roberto Brino Mattus, da Equipe BeefPoint

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