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Boletim Focus prevê três altas seguidas na Selic

No primeiro Boletim Focus do ano, pesquisa semanal elaborada pelo Banco Central (BC) com economistas e analistas de mercado, ficou claro que a autoridade monetária ainda terá trabalho para ancorar as expectativas. Os participantes voltaram a reafirmar que esperam três elevações consecutivas da taxa Selic nas próximas três reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom). Ainda assim, as projeções para a inflação voltaram a subir, ficando mais distantes da meta de inflação, de 4,5%.

No primeiro Boletim Focus do ano, pesquisa semanal elaborada pelo Banco Central (BC) com economistas e analistas de mercado, ficou claro que a autoridade monetária ainda terá trabalho para ancorar as expectativas. Os participantes voltaram a reafirmar que esperam três elevações consecutivas da taxa Selic nas próximas três reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom). Ainda assim, as projeções para a inflação voltaram a subir, ficando mais distantes da meta de inflação, de 4,5%.

Se a expectativa dos agentes se confirmar, o juro básico chega a 12,25% ao ano no dia 28 de abril, permanecendo estável até o fim do ano. Esse seria, na visão dos especialistas, o aperto monetário necessário para trazer a inflação para a meta.

O boletim trouxe ainda as primeiras projeções referentes a 2012. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) aparece no centro da meta no próximo ano, em 4,5%. Já os juros, na visão do mercado, devem voltar ao patamar de 10,75% ao ano em dezembro, retomando o mesmo nível do fechamento de 2010. A convergência, portanto, só aconteceria no próximo ano.

Ainda de acordo com o Focus, o mercado acredita que o dólar encerre 2011 cotado a R$ 1,75, passando para R$ 1,8 em 2012. Para o PIB, o Focus aponta a mediana das projeções em 4,5% para este ano e também para o próximo. O mercado acredita ainda que a balança comercial encerre 2011 em US$ 8,75 bilhões e 2012 em US$ 5 bilhões. Já o investimento estrangeiro direto deve atingir US$ 40 bilhões em dezembro e passar para US$ 42 bilhões no próximo ano.

O mercado ainda carrega muitas incertezas nas suas previsões para este ano. Os especialistas aguardam para saber como será de fato o aperto fiscal prometido pelo novo governo. Querem saber ainda qual será a definição para o reajuste do salário mínimo. Essas variáveis são determinantes para o desempenho da demanda e, consequentemente, da inflação ao longo de 2011.

A matéria é de Fernando Travaglini, publicada no jornal Valor Econômico, resumida e adaptada pela Equipe AgriPoint.

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