Pecuaristas gaúchos pedem incentivos e modernização para aumentar competitividade
19 de setembro de 2003
Custos de produção aumentaram em agosto
19 de setembro de 2003

Brasil assume liderança nas exportações de carnes

Com 820 mil toneladas de carne bovina exportadas entre janeiro e agosto, o Brasil se consolidou como o principal agente mundial no setor, superando Austrália e Estados Unidos, que até o ano passado ocupavam os primeiros lugares no ranking. O total de carne exportada pelo País nos primeiros oito meses deste ano é 40,5% superior ao total negociado em igual período de 2002, ou seja, 583,6 mil toneladas.

Para todo o ano, projeções da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) indicam que as exportações do setor chegarão a 1,4 milhão de toneladas, a frente do que devem obter a Austrália (entre 1,2 milhão e 1,3 milhão de toneladas) e os Estados Unidos (1,16 milhão de toneladas).

O presidente do Fórum Nacional Permanente de Pecuária de Corte da CNA, Antenor Nogueira, alertou que, embora seja líder na lista dos maiores exportadores de carne bovina do mundo, o Brasil conseguirá menos receita que seus principais concorrentes. “Essa receita é menor porque o Brasil não tem acesso a mercados que pagam melhor pela carne, como o Japão. Além disso, nos outros mercados onde são praticados bons preços, as nossas cotas isentas de impostos e tarifas são bastante limitadas, fazendo com que o valor médio da tonelada exportada fique bem aquém da média dos outros exportadores”, explicou.

Nogueira destacou que as 820 mil toneladas exportadas foram negociadas ao valor médio de US$ 1.686 por tonelada para o produto in natura e US$ 1.918 para as carnes industrializadas, rendendo um total de US$ 875 milhões ao Brasil. “Apesar desses valores médios, o Brasil está experimentando uma melhora substancial nos preços da tonelada exportada, na ordem de 20%, de janeiro a agosto de 2003. Em janeiro, a tonelada de carne in natura era negociada por US$ 1.549, chegando a US$ 1.892 em setembro”.

Entre janeiro e julho deste ano, os Estados Unidos obtiveram US$ 1,743 bilhão com as exportações de carnes bovinas, ao negociar por um preço médio de US$ 3.551 por tonelada. O representante da CNA afirmou que os subsídios concedidos pelos países ricos, seja por pagamentos diretos à produção ou pela adoção de restrições às importações, geram quadro de concorrência desleal, em que os prejudicados são os países em desenvolvimento.

Fonte: Departamento de Comunicação da CNA, adaptado por Equipe BeefPoint

Comments are closed.