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Canadá tenta evitar rotulagem obrigatória de carnes nos EUA

A Associação Canadense dos Produtores de Carne (CCA) informou a estratégia que utilizará para deter os esforços dos Estados Unidos para tornar obrigatória a rotulagem do país de origem das carnes vendidas no país. As determinações para a rotulagem voluntária dos produtos, como carne bovina e suína, estão presentes na lei agrícola lançada no país no ano passado (Farm Bill 2002). Estas determinações poderão se tornar obrigatórias em setembro de 2004, potencialmente atrasando o movimento de animais do Canadá aos EUA e baixando os preços dos bovinos e suínos.

O vice-presidente da CCA, Stan Eby, disse que a associação tem uma estratégia de três pontos para tentar reduzir a ameaça da rotulagem obrigatória do país de origem nos produtos vendidos nos EUA. Neste sentido, a CCA e outros grupos de commodities estão trabalhando com o governo federal, considerando a possibilidade de uma contestação através da Organização Mundial do Comércio (OMC). Se esta contestação for mesmo realizada, o argumento será que a rotulagem obrigatória do país de origem impede o comércio, disse Eby na semana passada durante a reunião anual da Associação dos Produtores de Bovinos de Manitoba, em Brandon.

O segundo ponto da estratégia é trabalhar com frigoríficos e varejistas de alimentos para formar um forte lobby que possa pressionar o governo dos EUA. Este esforço será feito dentro dos dois países. “Basicamente, estamos fazendo lobby a favor de que a palavra obrigatória seja removida”.

A terceira estratégia enfatiza o marketing. Isto inclui esforços para fortalecer a demanda canadense por carne bovina, além de construir relações com frigoríficos e varejistas dos EUA e expandir as exportações de carne bovina ao México e à Ásia. Os esforços de marketing poderão ajudar a suavizar o prejuízo, caso a rotulagem se torne mesmo obrigatória.

Fonte: Wisconsin AgConnection, adaptado por Equipe BeefPoint

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