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25 de outubro de 2007
Couro de qualidade domina exportações brasileiras
25 de outubro de 2007

Carne de Goiás ganha espaço no mercado externo

Com um rebanho estimado em 20 milhões de cabeças, o quarto maior do país, Goiás participa com cerca de 20% do total de carne bovina exportada pelo Brasil. Anualmente são abatidas de 7 a 8 milhões de cabeças, com produção de 600 mil toneladas de carne. A estimativa é que a cadeia produtiva do setor chegue a movimentar R$ 7,5 bilhões ao ano e gere mais de 20 mil empregos. Com números expressivos, não é para menos que a carne disputa com a soja o primeiro lugar na pauta de exportações do estado.

Com um rebanho estimado em 20 milhões de cabeças, o quarto maior do país, Goiás participa com cerca de 20% do total de carne bovina exportada pelo Brasil. Anualmente são abatidas de 7 a 8 milhões de cabeças, com produção de 600 mil toneladas de carne. A estimativa é que a cadeia produtiva do setor chegue a movimentar R$ 7,5 bilhões ao ano e gere mais de 20 mil empregos. Com números expressivos, não é para menos que a carne disputa com a soja o primeiro lugar na pauta de exportações do estado.

Segundo o secretário de Comércio Exterior do Estado de Goiás, Ovídio de Ângelis, em setembro de 2005 o estado exportou US$ 18 milhões contra US$ 100 milhões em setembro de 2007. Em 1999, quando o governo começou a investir nas vendas externas, a carne movimentou US$ 32,6 milhões em 12 meses. Em 2006 só nos nove primeiros meses deste ano já foram faturados US$ 547,6 milhões com carne bovina.

Segundo reportagem de Adriana Calassa, do Diário da Manhã/GO, entre os principais destinos do produto goiano, destacam-se a Rússia, Itália, Irã, Egito, Holanda, Argélia, Reino Unido, Ilhas Canárias, Espanha e Irlanda.

Ovídio de Ângelis acredita que a qualidade e o nível de sanidade da carne bovina goiana são um diferencial para o produto no mercado internacional. “Além disso, nosso produto tem preço competitivo e logística”, completou.

Um dos motivos para o aumento expressivo este ano é que São Paulo está impedido de exportar e os frigoríficos não estão levando o produto para exportar pela matriz no estado paulista. “Como o estado de São Paulo está impedido de exportar para países da União Européia desde 2006, a comercialização está sendo feita por Goiás”, observou o presidente do Sindicarnes, José Magno Pato. O resultado foi um acréscimo extraordinário nas exportações.

Entretanto, o crescimento das exportações de carne não refletiu no preço pago ao o produtor. O presidente da Comissão de Pecuária de Corte da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás, Márcio Sena, disse que nos últimos três anos o valor pago pela arroba ao produtor rural oscilou entre R$ 50 e R$ 60. Enquanto o custo de produção do animal gira em torno de R$ 50 por arroba para o gado criado em pasto e de R$ 55 a R$ 60 por arroba para o boi confinado.

Os frigoríficos não pagam pelos miúdos, como fígado, rim, coração, bucho e língua. Também vão de graça a cabeça, rabo, sebo, orelhas, patas e couro. “Só o couro é vendido aos curtumes por R$ 96. Outras partes são aproveitadas pelas indústrias de cosméticos, por exemplo. O frigorífico também não paga pela carne com traumatismo e a vende para fabricação de ração animal”, criticou.

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