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CNA lamenta impasse nas negociações com UE

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) distribuiu nota à imprensa lamentando o encerramento da rodada de negociações do comitê negociador birregional Mercosul/ União Européia, em decisão anunciada na quinta-feira (12).

O Vice-Presidente para Assuntos Internacionais da CNA, Gilman Viana Rodrigues, lembra que o impasse tornará muito difícil cumprir o calendário original de estabelecer o acordo entre os dois blocos até outubro. “O Mercosul perde a oportunidade de aumentar as exportações do agronegócio em US$ 2 bilhões anuais, deixando de criar 720 mil novos empregos”, diz. Nova rodada de negociações ocorrerá somente em setembro.

Nota à imprensa

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) vem a público lamentar a situação de impasse das negociações entre o Mercosul, cuja presidência pro tempore vem sendo ocupada pelo Brasil, e a União Européia, com vistas ao acordo de associação inter-regional entre os dois blocos. A CNA considera que o sucesso deste acordo é um elemento indispensável para uma inserção competitiva da economia brasileira no gigantesco mercado europeu de aproximadamente US$ 1,5 trilhão.

Um acordo do Mercosul com a UE conformaria o segundo maior bloco econômico do planeta, beneficiando os 700 milhões de consumidores de ambos os blocos. Apenas nas exportações do agronegócio estima-se que o acordo resultaria em um aumento, no curto prazo, de US$ 2 bilhões anuais, gerando cerca de 720 mil empregos.

A CNA lamenta que questões metodológicas estejam prejudicando o bom andamento das negociações, tendo resultado na suspensão das duas últimas reuniões de coordenadores entre os dois blocos. A CNA entende que deveria haver mais empenho dos negociadores e melhor articulação intra-Mercosul no sentido de superar as divergências atuais, à semelhança dos esforços que foram envidados nas negociações multilaterais da OMC.

O framework aprovado recentemente na OMC na área agrícola, embora contenha avanços expressivos em relação aos subsídios às exportações e apoio doméstico, indica que haverá poucos avanços na área de acesso a mercados, reforçando a necessidade de buscar ganhos nesta área nas negociações bi-regional com o bloco europeu, na ALCA e com grandes países em desenvolvimento, como a China e a Índia, bem como outros acordos bilaterais.

Gilman Viana Rodrigues – Vice-Presidente para Assuntos Internacionais da CNA

Fonte: CNA, adaptado por Equipe BeefPoint

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