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Coleta de sangue dos animais de Rio Grande deverá ser terminada até o final do mês

A Coordenadoria Regional da Secretaria da Agricultura e Abastecimento do Rio Grande do Sul reiniciou ontem os trabalhos, interrompidos na segunda-feira devido ao mau tempo, de coleta de sangue dos animais das propriedades do município de Rio Grande para análise sorológica contra a aftosa.

Segundo o coordenador da área de campo, o médico veterinário José Flávio Vieira, até segunda-feira, haviam sido coletadas 6.675 amostras de 132 propriedades. Nesta primeira fase estão incluídas propriedades localizadas num raio de três quilômetros da zona dos focos. A estimativa é de que sejam coletadas de 22 a 23 mil amostras nesta área. “A intenção é de que esta primeira fase esteja concluída até o final do mês, o que dependerá do clima pois o mau tempo dificulta o acesso às propriedades.”

Dez equipes estão mobilizadas na coleta, recolhendo em média 1,3 mil amostras por dia. Em poder das amostras, o sangue é processado em laboratório, ficando somente o soro, que é identificado, congelado e enviado a laboratórios de Porto Alegre (bovinos) e Belém (ovinos e caprinos), explica o coordenador. Até agora, 2.046 amostras foram enviadas aos laboratórios e a expectativa é de que os primeiros resultados sejam conhecidos nos próximos dias. Terminada esta etapa, os técnicos iniciam a amostragem na área de vigilância, ou seja, em propriedades localizadas até sete quilômetros da área dos focos.

Indenizações

A Secretaria da Agricultura e Abastecimento (SAA) iniciou o pagamento do valor referente às indenizações pelo abate dos animais contato de propriedades que tiveram foco de febre aftosa. O Governo do Estado se responsabiliza por 33,3% da diferença entre o valor da avaliação e o valor pago pelos frigoríficos; os outros 66,6% ficam por conta do Mapa. Os critérios para o valor mínimo acertado pelo frigorífico e o valor da avaliação são calculados pela Comissão de Avaliação e Taxação formada pela SAA, Mapa, Sicadergs, Farsul e Fetag.

O Governo do Estado, através de convênio formalizado com os sindicatos das indústrias ligados ao leite, aves, bovinos e suínos, definiu que o ressarcimento será efetuado através da Associação Sul-Brasileira das Indústrias de Produtos Suínos (Asbips).

Fonte: Diário Popular/RS, adaptado por Equipe BeefPoint

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