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Curtumes de Goiás aprovam redução de taxa do wet blue

A redução do imposto de exportação para o couro wet blue, anunciada pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, agradou à indústria coureira goiana, que tem reclamado da perda de competitividade no Exterior.

O presidente do Sindicato das Indústrias de Curtumes e Correlatas do Estado de Goiás (Sindicurtume), João Essado, disse que a medida ameniza a situação, mas argumentou que o ideal seria a completa extinção do tributo a partir do dia 1o de janeiro.

Ele afirmou que a experiência demonstrou o completo equívoco da tributação do wet blue, pois, apesar de onerar a indústria coureira, as exportações do produto só cresceram desde a instituição do imposto. Segundo ele, isso mostra que as vendas para o Exterior não são uma mera opção, mas uma questão de mercado, já que a indústria calçadista nacional não absorve toda a produção de couro, nem se dispõe a acompanhar as cotações internacionais do produto.

Para Essado, não é justo que se faça reserva de mercado do couro para a indústria local em detrimento da rentabilidade dos curtumes nacionais e do princípio do livre comércio. Conforme dados do Sindicurtume, em 2001, o País exportou 10,48 milhões de couros wet blue, contra 10,39 milhões em 2000, seguindo-se 11,27 milhões em 2002 e 11,86 milhões em 2003, até novembro.

Frente Parmalamentar

Foi criada ontem, durante a Couromoda, em São Paulo, a Frente Parlamentar Nacional do Setor Coureiro-Calçadista e de Artefatos. A iniciativa foi proposta pelo deputado estadual gaúcho João Fischer (PP) e já conta com a participação de parlamentares gaúchos, paulistas e mineiros.

Nos próximos dias, deputados estaduais e federais de outros estados produtores de calçados deverão aderir ao grupo.

Fischer lembrou que o setor coureiro-calçadista é responsável pelo emprego de quase um terço dos gaúchos com carteira assinada e que sua cadeia produtiva é uma das maiores empregadoras do país. “Precisamos unificar a linguagem do setor coureiro-calçadista para que nossas reivindicações tenham mais força nacional”, avaliou o parlamentar, que espera reunir mais de 80 deputados na Frente.

Fonte: O Popular/GO (por Edimilson de Souza Lima) e Clic RBS/Agrol, adaptado por Equipe BeefPoint

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