Reflexos: A escala de abate dos frigoríficos é um importante indicador para balizamento da situação de oferta de animais no mercado, e no mês de junho/16 – devido principalmente à greve no Indea-MT – esta sofreu com severas variações. Logo no dia 01/06/2016 a escala de abate no Estado atingiu 8,22 dias, maior valor desde dezembro/15, no entanto, com a funcionalidade do órgão emissor das Guias de Trânsito Animal (GTA) com- prometida, a escala chegou a atingir 5,17 dias, no dia 23/06/16. Cabe ressaltar que, assim como maio, junho é um mês de grande volume no abate de animais, já que os pecuaristas começam a se preparar para o período seco do ano realizando negócios. Desta forma, constata-se o impacto negativo do funcionamento parcial de um importante órgão mato-grossense, além disso, o mês de julho/16 pode registrar escalas mais alongadas, já que os frigoríficos e produtores têm que cumprir os compromissos que estavam agendados para junho.
AINDA ELEVADA: O milho é uma das principais fontes de suplementação bovina, e apresentou uma forte alta de 112,65 % na comparação anual, com seu valor passando de R$ 246,61/t para R$ 524,42/t. O reflexo disso é que, em junho/15, para adquirir uma tonelada de milho, o pecua- rista mato-grossense despendia 1,84 arroba de boi gordo, já em junho/16 esta relação atingiu 3,97 arrobas. Como se pode observar no gráfico ao lado, a relação realmente melhorou em junho/16, saindo de 4,40 @/t para 3,97@/t, no entanto, o dispêndio do bovinocultor de corte para ad- quirir o cereal continua elevado, desfavorecendo ativida- des que visam à engorda de forma mais rápida, como o confinamento e semi-confinamento. Além do que, tais ati- vidades ocorrem com um planejamento prévio, que vai desde a compra de animais até o abastecimento de insu- mos, por isso, mesmo com a melhora na relação de troca para o bovinocultor de corte no último mês, os gastos com o energético das dietas deve continuar elevado.
Observações:
8 – Considera-se para o cálculo do equivalente físico do boi gordo um animal de 17 arrobas ou 255 quilogramas de carcaça; 49% do peso advém do traseiro com osso, 39% do dianteiro com osso e 12% da ponta de agulha, todos os cortes com osso no atacado.
9 – Consideram-se para o cálculo equivalente físico do boi gordo + couro/sebo os pesos dos cortes cárneos com osso e o peso do couro e sebo obtido no abate de um bovino.
10 – Consideram-se para o cálculo equivalente físico do boi gordo + couro/sebo + subprodutos o peso dos cortes cárneos com osso no atacado, o peso do couro e sebo e os pesos dos subprodutos da indústria.
11 – Consideram-se para o cálculo equivalente dos cortes desossados + couro/sebo + subprodutos o peso dos cortes cárneos desossados no atacado, o peso do couro e sebo e o peso dos subprodutos da indústria.
12 – Para o cálculo da relação de troca entre o boi gordo e o bezerro de 12 meses considera-se um boi gordo de 17 arrobas.
Fonte: Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea).