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EUA devem aumentar importação de carne bovina em 3% em 2026, diz USDA

A forte restrição na oferta de gado deve levar os Estados Unidos a um novo aumento nas importações de carne bovina neste ano, embora em um ritmo menor que o registrado em 2025. Projeções do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA, na sigla em inglês) divulgadas nesta quinta-feira (19/2) indicam que as compras americanas devem crescer 3% em 2026. No ano passado, as importações de proteína subiram 16%, para cerca de 2,45 milhões de toneladas.

“A demanda por carne bovina magra importada deve continuar crescendo”, disse o USDA em relatório.

Com base em dados até novembro de 2025, o órgão americano ressaltou que o Brasil foi um dos países que mais cresceu em vendas de carne bovina aos EUA no ano passado, com um avanço de 39%.

“A oferta restrita, especialmente de carne bovina magra para processamento devido à redução do abate doméstico, tornou os Estados Unidos um mercado atrativo para exportadores globais”, afirmou o órgão americano.

O USDA ressaltou que a disponibilidade de cotas tarifárias foi ampliada para alguns parceiros comerciais importantes, o que deve melhorar as condições de troca para uma parcela das importações que entram nos EUA. O principal país beneficiário do sistema de cotas deste ano tende a ser a Argentina.

Rebanhos e abate

O rebanho bovino dos EUA contraiu pelo sétimo ano consecutivo em 2025, ao atingir 86,2 milhões de cabeças versus 86,5 milhões do ano anterior. Trata-se do menor patamar em 75 anos. Segundo o USDA, os altos preços do gado para engorda têm sido um fator significativo para prolongar o atual declínio do rebanho, pois incentivaram os produtores a comercializar novilhas para produção de carne bovina em vez de retê-las para reprodução.

Neste cenário, o abate comercial de gado americano em 2025 foi 6% menor do que no ano anterior.

Para 2026, o USDA espera que o abate diminua novamente, mas em um ritmo menor do que o observado no ano passado. O abate de novilhos e novilhas continuará sendo limitado pelos menores estoques nos confinamentos, mas, refletindo as tendências de estoque de gado e as contínuas restrições às importações de gado vivo, as reduções não devem ser tão acentuadas quanto em 2025.

A redução no abate em 2025 foi mitigada pelo aumento no peso médio da carcaça, com ganho de produtividade, e isso se deveu principalmente a dois fatores. Primeiro, a redução no abate de vacas fez com que o abate geral fosse direcionado para novilhos e novilhas mais pesados e confinados. Segundo, embora o número de animais em confinamento e a comercialização tenham sido menores em 2025, o gado confinado foi tipicamente alimentado por períodos mais longos e comercializado com pesos maiores.

“O resultado final foi que o peso médio da carcaça em 2025 foi 3% maior do que no ano anterior. Espera-se que o aumento no peso médio da carcaça continue em 2026, visto que o abate de vacas representa uma parcela relativamente menor do abate total de bovinos e o gado confinado continua a ser alimentado até atingir pesos maiores para aumentar o retorno para os confinadores e frigoríficos”, disse o USDA.

Como resultado, a produção comercial de carne bovina dos EUA deverá apresentar uma leve queda em 2026, após uma redução de 4% em 2025.

Fonte: Globo Rural.

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