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Europeus questionam controles de aftosa feitos pelo Uruguai

A Oficina Veterinária Européia notou “deficiências” nas medidas aplicadas pelo Uruguai para controlar a febre aftosa, segundo informações de Bruxelas. A Agência espanhola EFE recolheu as conclusões do informe dos inspetores veterinários comunitários que fizeram a auditoria sanitária de dois a 12 do mês de junho no Uruguai, revisando as barreiras sanitárias, os sistemas de cria de gado, os serviços veterinários do Ministério da Pecuária, Agricultura e Pesca (MGAP) e vários dos 20 frigoríficos que têm habilitação para exportar para o continente europeu.

O Uruguai exporta para a Europa importantes volumes de carne bovina e ovina, mantendo uma cota com tarifa preferencial de 20 mil toneladas (para cortes Hilton de alto valor) e de 6300 toneladas sem osso de carne ovina.

Segundo o relatório, os inspetores europeus constataram que a equipe uruguaia dedicada ao controle da febre aftosa “é insuficiente”, que precisa de mais preparação e que “bloqueou até 2015 o recrutamento de mais trabalhadores”, baseando-se no informe da Food and Veterinary Office, publicado na Internet com data de dois de junho de 2003.

Além disso, o relatório feito pela União Européia (UE) diz que não são investigados de forma adequada os casos suspeitos de febre aftosa no Uruguai, e assegura que a possibilidade de que se detectem indícios desta doença em um ovino poderia pôr em dúvida o status do Uruguai, fixado pela Organização Internacional de Epizootias (OIE). O Uruguai é considerado país livre de febre aftosa com vacinação e a política oficial do MGAP é vacinar contra a doença somente a população bovina. Os ovinos não são vacinados porque, ao conviverem nas mesmas propriedades que os animais destinados à produção de lã, funcionam como sentinelas. Caso surja a atividade viral, como não têm a imunidade que os bovinos têm por serem vacinados, os ovinos seriam os primeiros a apresentarem a doença.

O informe europeu também diz que a missão detectou deficiências no procedimento de certificação de carne e nas condições de bem estar animal.

Seguindo o procedimento tradicional, a missão européia trabalhou no Uruguai de dois a 12 de junho, e um mês depois, enviou o informe provisório, que foi respondido por uma comissão de técnicos especialmente formada dentro do MGAP.

A UE não retirou frigoríficos da lista de estabelecimentos habilitados a exportar carne. A única empresa que foi retirada da lista foi o frigorífico Durazno, que foi suspenso pela Divisão de Indústria Animal do MGAP, enquanto os inspetores comunitários desenvolviam seu trabalho, até que solucionasse os aspectos questionados.

Fonte: El País, adaptado por Equipe BeefPoint

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