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Expectativa de aumento nos preços da carne

O setor pecuário, respaldado por analistas de mercado, acredita em novos aumentos do preço da carne bovina até o fim do ano. Na virada de setembro para este mês, com o término da desova dos estoques de animais confinados, o preço da arroba saltou de R$ 41,00 para R$ 45,00 em Goiás, valor que se manteve inalterado ao longo do mês de outubro. Segundo o assessor técnico do setor de pecuária da Federação da Agricultura do Estado de Goiás (Faeg), Higino Felipe de Carvalho, a expectativa é que a arroba chegue a R$ 48,00 em Goiás nos próximos 30 ou 40 dias, permanecendo nesse nível até meados de janeiro.

A perspectiva para o primeiro semestre do próximo ano, segundo Higino de Carvalho, é de ligeira queda, mas o preço não deverá descer ao nível verificado este ano, quando a arroba esteve cotada entre R$ 40,00 e R$ 41,00 por vários meses. No mercado paulista, a arroba de boi foi comercializada esta semana a R$ 48,00 em Barretos e R$ 48,00 em Araçatuba. Em Campo Grande, o boi gordo esteve cotado a R$ 46,00 a arroba e no Triângulo Mineiro atingiu a média de R$ 46,70. Os preços da arroba de carne de vaca oscilaram entre R$ 43,00 e R$ 44,00 em São Paulo, permanecendo em R$ 41,00 em Goiás.

O assessor da Faeg alerta que, em função dos conflitos que estão ocorrendo no Afeganistão, o mais provável é que haja uma redução no consumo de carne, no mundo inteiro, como cancelamento de pedidos ou redução das aquisições pelos importadores, o que dificultaria a comercialização da carne brasileira. Em contrapartida, o Brasil poderia tirar proveito da crise de outra maneira como, por exemplo, por um possível aumento nas vendas de carne enlatada que seria utilizada para o suprimento das tropas do países envolvidos na guerra, principalmente os Estados Unidos. O Brasil é hoje um dos grandes produtores desse tipo de alimento. Uma outra forma do País se beneficiar dos conflitos pós-atentado seria um aumento nas vendas para o Oriente Médio em função de um possível boicote dos países muçulmanos à carne dos Estados Unidos, da Europa e de outros aliados, devido aos bombardeios no Afeganistão.

Fonte: O Popular/GO, adaptado por Equipe Beefpoint.

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