Tyson Foods sofre forte queda no lucro com perdas na carne bovina no início de 2026
3 de fevereiro de 2026

Exportações de carne bovina da Austrália em janeiro começam com força, impulsionadas por comércio entre EUA e China

As exportações australianas de carne bovina em 2026 começaram em ritmo acelerado, com o volume de janeiro atingindo um recorde histórico para o mês, totalizando 84.343 toneladas.

Normalmente, janeiro é o mês mais fraco do ano para as exportações, devido às paralisações de verão das indústrias exportadoras. No entanto, as condições favoráveis do comércio internacional e o bom nível de atividade dos frigoríficos ao longo de dezembro e janeiro prepararam o setor para esse novo recorde.

O volume do mês passado foi 3.294 toneladas, ou 4% maior que o de janeiro do ano anterior, e mais de 17 mil toneladas, ou 20% acima da média dos últimos cinco anos para embarques de janeiro.

O maior interesse do setor esteve no desempenho das vendas para a China, dada a urgência criada pela imposição, no início do ano, de uma cota de 205 mil toneladas para exportações australianas ao país. A partir desse limite, os embarques passam a sofrer uma tarifa de 55%.

Alguns analistas acreditavam que isso provocaria uma corrida nas exportações para a China, com exportadores e importadores tentando garantir volumes antes da penalização tarifária, em um sistema de “quem chega primeiro leva”.

No entanto, embora o volume enviado à China em janeiro, de 16.636 toneladas, tenha sido elevado para os padrões do mês, não foi recorde. O maior volume já registrado em janeiro ocorreu em 2020, durante o período de descarte elevado de gado na seca australiana, ao mesmo tempo em que a China enfrentava a crise da Peste Suína Africana, que dizimou a oferta de carne suína. A combinação desses fatores levou a volumes recordes naquele mês.

As exportações para a China em janeiro foram 1.728 toneladas, ou 11,6% maiores que no mesmo período do ano passado, que, ainda assim, foi o terceiro maior janeiro da história.

O comércio com os Estados Unidos também seguiu em ritmo forte, já que o mercado americano continua enfrentando um grande déficit interno de carne bovina.

Os embarques para os EUA em janeiro chegaram a 23.747 toneladas, queda de 900 toneladas, ou 3,6% em relação a janeiro do ano passado, mas ainda assim em nível excepcionalmente alto para essa época do ano.

Outro resultado surpreendente foi a Coreia do Sul, que importou 13.100 toneladas em janeiro, cerca de 24% a mais que no mesmo período de 2025. Dois fatores explicam esse crescimento: a redução das exportações americanas para a Coreia, devido às limitações atuais da produção nos EUA, e o início de um novo ano-calendário, que redefiniu a cota de salvaguarda e as tarifas para as importações australianas.

O Japão também esteve ativo em janeiro, dentro do padrão histórico, já que os importadores começaram a formar estoques antes do feriado da Golden Week e do período de trocas de presentes. As exportações para o Japão alcançaram 14.563 toneladas, contra 15.806 toneladas no mesmo período do ano passado — cerca de 1.243 toneladas a menos.

Os mercados secundários e emergentes apresentaram resultados mistos em janeiro.

A Indonésia importou apenas 747 toneladas, queda de 20% em relação ao ano anterior e menos de 10% do volume registrado em dezembro do ano passado, quando os embarques somaram 7.837 toneladas. Parte dessa queda já havia sido explicada em análises anteriores.

As exportações para o Reino Unido em janeiro totalizaram apenas 912 toneladas — cerca do dobro do volume de janeiro de 2025 (469 toneladas), mas apenas 68% do volume registrado em dezembro passado (1.330 toneladas).

Os países da União Europeia responderam por apenas 550 toneladas em janeiro, praticamente o mesmo volume do ano anterior.

Os sete países da região do Oriente Médio importaram 2.378 toneladas de carne bovina australiana no mês, praticamente igual ao registrado no ano passado.

Entre os importadores menores, o Canadá recebeu 1.952 toneladas, cerca de 40% a mais que em janeiro anterior. Filipinas importaram 2.158 toneladas, Tailândia 1.863 toneladas e Malásia 480 toneladas, volumes semelhantes aos de 2025.

Fonte: Beef Central.

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