
As exportações de carne bovina dos Estados Unidos totalizaram 93.448 toneladas em outubro, uma queda de 11% na comparação anual, mas o maior volume desde junho e 16% acima do baixo patamar registrado em setembro. O valor exportado foi de US$ 759,5 milhões, também o maior desde junho, 12% abaixo de um ano antes, porém 15% acima de setembro.
Em outubro, as exportações de carne bovina cresceram na comparação anual para Japão, Taiwan, Canadá, países da ASEAN e República Dominicana, além de um forte avanço para a Colômbia. No entanto, esses ganhos foram mais do que compensados pela restrição de acesso ao mercado chinês, que reduziu as exportações para volumes mínimos nos últimos meses. Considerando apenas os mercados excluindo a China, as exportações de outubro cresceram 5% em volume e 7% em valor em relação ao ano anterior.
No acumulado de janeiro a outubro, as exportações de carne bovina somaram 949.471 toneladas, uma queda de 11% em relação ao ritmo de 2024, enquanto o valor recuou 10%, para US$ 7,79 bilhões. Excluindo a China, as exportações caíram apenas 3% em volume e 1% em valor na comparação com os dez primeiros meses de 2024.
“O mais recente conjunto de dados confirma o que escuto constantemente de clientes ao redor do mundo e de nossa equipe internacional: a demanda global por carne vermelha dos EUA segue robusta, apesar da oferta apertada e das fortes barreiras de acesso aos mercados”, afirmou Dan Halstrom, presidente e CEO da U.S. Meat Export Federation (USMEF). “Recuperar o acesso da carne bovina dos EUA à China é nossa prioridade mais urgente, já que as perdas do setor com esse bloqueio são enormes. Mas também estamos otimistas de que as negociações comerciais em andamento removam barreiras em outros destinos, onde os consumidores demonstram apetite crescente por carne vermelha de alta qualidade.”
Com o bom desempenho de outubro, o Japão manteve a posição de principal destino em volume para a carne bovina dos EUA. As exportações para o país somaram 19.734 toneladas no mês, um aumento de 17% em relação ao ano anterior, enquanto o valor cresceu 16%, para US$ 149,8 milhões. Foi um mês especialmente forte para as exportações de miúdos bovinos (principalmente língua e diafragma), que ultrapassaram US$ 50 milhões em valor pela primeira vez desde julho de 2022. No acumulado de janeiro a outubro, as exportações totais de carne bovina e miúdos para o Japão caíram 2% em volume, para 201.221 toneladas, e 6% em valor, para US$ 1,49 bilhão.
A Coreia do Sul, principal mercado em valor para a carne bovina dos EUA, registrou recuo em outubro: os embarques caíram 15%, para 16.690 toneladas, com valor de US$ 153 milhões (20% menor). Ainda assim, no acumulado do ano, as exportações para a Coreia cresceram 3% em volume (194.407 toneladas) e 3% em valor (US$ 1,85 bilhão) em relação a 2024.
Após desaceleração ao longo de 2025, as exportações para Taiwan tiveram recuperação em outubro, com 5.475 toneladas, o maior volume desde junho e o segundo maior do ano. O volume foi 41% maior que em outubro de 2024, enquanto o valor cresceu 16%, para US$ 56,2 milhões.
As exportações para a América Central totalizaram 1.873 toneladas em outubro (15% abaixo do ano anterior), mas o valor aumentou 26%, para US$ 21,5 milhões. No acumulado do ano, o valor exportado para a região já superou o recorde anual de 2024, atingindo US$ 172,1 milhões (+30%), com volume estável em 17.875 toneladas. As exportações para a Guatemala, maior mercado da região, devem bater recorde pelo 11º ano consecutivo.
Para o Caribe, as exportações em outubro chegaram a 2.592 toneladas (+5%), com valor de US$ 27,5 milhões (+22%), o maior desde maio. No acumulado do ano, o valor cresceu 13%, para US$ 258,7 milhões, apesar de uma queda de 4% em volume.
As exportações para a América do Sul ficaram estáveis em volume em outubro (1.527 toneladas), mas o valor disparou 80%, para US$ 17,5 milhões. O crescimento foi impulsionado pela Colômbia, onde os embarques subiram 141% em volume e quase quadruplicaram em valor, após o país ter removido restrições sanitárias ligadas à gripe aviária. No acumulado do ano, as exportações para a região cresceram 3% em volume (15.810 toneladas) e 38% em valor (US$ 121,9 milhões), com destaque também para o Chile.
As exportações para o Canadá alcançaram 9.392 toneladas em outubro (+23%), o maior volume desde julho de 2024. O valor subiu 37%, para US$ 83,3 milhões. No acumulado do ano, os embarques caíram 3% em volume (81.250 toneladas) e 2% em valor (US$ 743,1 milhões).
Com o mercado praticamente fechado, as exportações para a China foram mínimas em outubro, com apenas 584 toneladas, uma queda de 97% em relação ao ano anterior. O valor foi de apenas US$ 3,3 milhões (-98%). No acumulado de janeiro a outubro, as exportações para a China caíram 61% em volume (57.634 toneladas) e 63% em valor (US$ 490 milhões).
Em outubro, o valor exportado por cabeça de animal abatido foi de US$ 364,78, queda de 4% em relação ao ano anterior. A média de janeiro a outubro foi de US$ 390,28 por cabeça, 5% menor que em 2024.
As exportações representaram 11,7% da produção total de carne bovina em outubro e 9,1% dos cortes musculares, abaixo dos 12,5% e 10,3% registrados um ano antes. No acumulado do ano, as exportações corresponderam a 12,8% da produção total e 10,5% dos cortes musculares, ambos um ponto percentual abaixo do ano anterior.
Fonte: USMEF, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.