
As exportações argentinas de carne bovina da Argentina começaram 2026 com uma forte melhora interanual, tanto em volume quanto em valor. De acordo com o relatório divulgado pelo Consórcio de Exportadores de Carnes Argentinas ABC, em janeiro foram embarcadas 52,4 mil toneladas peso produto de carne refrigerada e congelada, por US$ 332,9 milhões. Embora em relação a dezembro os embarques tenham recuado 8,2% em volume e 2,2% em valor, a comparação com janeiro de 2025 mostra um salto significativo: os volumes cresceram 12,2% e o valor obtido disparou 44,2%.
“O acumulado dos últimos doze meses, de fevereiro de 2025 a janeiro de 2026, revela que as vendas ao exterior ficaram próximas de 719,4 mil toneladas, por aproximadamente US$ 3.989,1 milhões”, afirmou Mario Ravettino, presidente do Consórcio ABC. O dado reflete não apenas uma maior colocação de produto, mas também uma melhora substancial nos preços. Em janeiro de 2026, o valor médio de exportação alcançou US$ 6.351 por tonelada, 6,5% acima de dezembro e 28,6% superior ao de janeiro de 2025, quando estava em US$ 4.940.
Quanto aos destinos, a China voltou a se consolidar como principal compradora, com 57,4% dos volumes exportados em janeiro. Foram enviadas 12,7 mil toneladas de carne com osso e ossos bovinos, por US$ 27,9 milhões, e 17,3 mil toneladas de carne desossada, por US$ 90,5 milhões. O preço médio da carne sem osso destinada ao gigante asiático ficou em torno de US$ 5.220 por tonelada, ainda abaixo do pico de US$ 5.900 registrado em maio de 2022, mas em clara recuperação em relação aos valores do ano passado.
Também se destacou o crescimento dos embarques para os Estados Unidos, que se posicionaram como o segundo destino em relevância no primeiro mês do ano, com mais de 8 mil toneladas entre carne resfriada e congelada. Os preços mostraram melhorias significativas: os cortes resfriados alcançaram US$ 14.850 por tonelada (+16% interanual), enquanto os congelados ficaram em torno de US$ 6.800 (+5%).
A isso se soma o início da cota habitual de 20 mil toneladas para 2026 e o anúncio de um novo contingente de 80 mil toneladas para produtos específicos, o que abre expectativas de maior dinamismo exportador nos próximos meses.
Fonte: Clarín, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.