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Exportações de carnes uruguaias registram crescimento duplo

As receitas em divisas para o Uruguai provenientes das exportações de todas as carnes mostraram um aumento significativo no acumulado de 2026 em relação ao mesmo período de 2025, informou nesta semana o Instituto Nacional de Carnes (INAC).

No acumulado do ano até 21 de março, foram obtidos US$ 710,1 milhões, com alta de 7,1%.
Isso tem como base a exportação de 140.828 toneladas (peso embarque), com queda de 9,47%.
O preço médio atingiu US$ 5.042 por tonelada, com crescimento de 18,24%.

Carne bovina firme na liderança

Com foco na carne bovina (que representa a grande maioria do exportado pela agroindústria da carne), ela continua sendo o produto mais relevante do setor de agronegócios entre os principais geradores de bens exportáveis.

Na sequência aparecem celulose, concentrado de bebidas, produtos lácteos, colza e carinata, madeira e produtos de madeira, veículos e arroz, de modo que, entre os dez principais bens exportados, oito são oriundos do setor agro.

Com dados da Uruguay XXI fechados até o final de fevereiro, as exportações de carne bovina cresceram 8% em relação ao mesmo período do ano passado.

Principais mercados (todas as carnes)

  • Estados Unidos + Canadá + México: 35% (US$ 251,2 milhões), com alta de 1,9%
  • China: 28% (US$ 195,7 milhões), com crescimento de 10,9%
  • União Europeia: 18% (US$ 127,1 milhões), com aumento de 12,5%
  • Israel: 5% (US$ 37,1 milhões), com alta de 0,1%
  • Mercosul: 3% (US$ 23,4 milhões), com crescimento de 3,1%

Carne bovina responde por 84% das receitas

Considerando exclusivamente as exportações de carne bovina (que representam 84% do total de divisas geradas por todas as carnes), as receitas aumentaram de 2025 para 2026 (sempre considerando até 21 de março) em 8,8%, totalizando US$ 593,2 milhões.

Em volume (peso embarque), foram exportadas 79.029 toneladas, uma queda de 6,9%.

Considerando a receita média das exportações, a carne bovina apresentou, entre janeiro e março de 2026, valor de US$ 7.506 por tonelada, com alta de 17% em relação ao mesmo período de 2025.

Principais destinos da carne bovina

  • Estados Unidos, Canadá e México respondem por 41% das receitas, com US$ 243,7 milhões (+7,6%) e demanda de 46.722 toneladas (peso carcaça) (+0,3%)
  • China: 26%, com US$ 151,3 milhões (+18,1%) e 35.503 toneladas (-5,7%)
  • União Europeia: 17%, com US$ 100,6 milhões (+1,7%) e 10.666 toneladas (-19,5%)
  • Israel: 5%, com US$ 32,5 milhões (+7,6%) e 4.882 toneladas (-15,9%)
  • Mercosul: 2%, com US$ 12,9 milhões (-15,7%) e 1.941 toneladas (-25,3%)

O contexto

O ano de 2025 terminou com receita recorde de US$ 3,25 bilhões em exportações de carnes (dos quais US$ 2,711 bilhões correspondem à carne bovina), com aumento de 26% em relação a 2024.

Foram embarcadas 693.528 toneladas (peso embarque), com queda anual de 0,6%, e o valor médio foi de US$ 4.686 por tonelada, com crescimento de 25,1% em comparação com 2024.

Fonte: El Observador, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

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